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1.7.18

De mim para mim mesma

Foto do Ygor (instagram dele)

"Ana Arantes nasceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, e vive atualmente na grande cidade de São Paulo. É comunicadora, desenvolve conteúdo para as redes sociais de diversas empresas e viaja o Brasil dando palestras sobre boas práticas nas redes sociais. Escritora de gaveta, relata acontecimentos extraordinários do cotidiano em seu blog e canal no YouTube".

Acho que, quando eu lançar o meu primeiro livro algum dia, a orelha vai ter um texto de apresentação mais ou menos assim. Vocês gostaram? Tava aqui lendo todas as orelhas de todos os livros que tenho porque é uma parte dos livros que eu sempre ignorei. Mas, se eu aprecio uma obra, algo ainda mais interessante que ela deve ser quem a fez, não é verdade?

Por falar nisso, vocês podem me indicar uma boa biografia? Eu também nunca li uma!

Eu estava revirando algumas coisas no sótão da minha casa lá em Petrópolis quando achei um caderno que usei na 5a série do ensino fundamental. Estudava em um Liceu, uma escola pública... adorava aquela escola. Acho que foi uma das melhores que eu estudei!

Enfim, o negócio é que eu encontrei uma redação de 5 folhas, frente e verso, sobre uma casa mal assombrada. Nela, você não conseguia sair por onde entrou ou entrar por onde saiu. Falei até do cadeado do portão principal, que era de prata, mas a chave era de ouro. A história começa quando um grupo de 4 amigos decidem invadir e descobrir os mistérios que habitavam nela.

Vasculhando mais um pouco, encontrei uma pasta rosa que me lembro de ter comprado para guardar pequenos contos que eu escrevia. Decidi comprar essa pasta depois de um conto lindo, porém triste, que escrevi para outra aula de redação. –"Escrevam sobre beijo. Qualquer coisa, o tema é beijo", disse a professora. 

A minha história é sobre uma menina apaixonada, que vive o momento mais difícil de sua vida ao ver seu namorado no leito do hospital após um grave acidente de carro. Luzes piscando, aparelhos apitando, pessoas correndo e, ao dar um beijo nele, o sentia eterno e cheio de vida. Mas ao ser retirada do quarto, ele não resistiu e morreu. O nome da redação era "O último beijo" e eu tentei deixar bem claro que ele terminou a sua vida de uma forma feliz, com um beijo da garota que ele amava.
Uma galera até chorou, era beeeeem brega mesmo!

É engraçado como eu sempre gostei de escrever, mesmo não o fazendo tão bem quanto gostaria. É tipo cantar: sei que sou afinadinha e consigo cantar as músicas da Clarice Falcão, mas eu queria mesmo era ter potência vocal para cantar uma Etta James, por exemplo.

E aí eu tenho essa teoria de que existem várias Anas dentro de mim. Mas uma em especial é escritora. Ela viaja por aí com um caderninho sempre na bolsa, tomando notas sobre tudo: conversas com amigos, com estranhos, conversas de estranhos que passam por ela. Mas a Ana é uma escritora descente, que se preparou para isso! Ela usa um vocabulário rebuscado e ainda consegue ser facilmente entendida. E um dia ela vai lançar esse livro que vai fazer até certo sucesso e ela vai ficar extremamente feliz, talvez até nunca mais parar.

Ah, e ela usa óculos por causa da miopia. E tem uma revisora muito atenta, porque é disléxica (estou aceitando currículos desde já).

Mas essa Ana é a Ana de um futuro que eu imagino ser distante. Ela ainda está adormecida, em um sono bem pesado, e eu sei que acorda-la é difícil, uma tarefa que tem que ser feita aos poucos (tipo quando eu coloco o primeiro alarme duas horas antes da hora que eu realmente preciso levantar, e deixo no modo soneca de 5 em 5 minutos).

Enfim, toquei no assunto porque eu encontrei essas redações enquanto arrumava as malas para vir para Los Angeles. E essa minha mania, meio que natural, de sempre registrar tudo de alguma forma me fez perceber que, nossa! Eu sempre gostei MESMO de escrever, não é? Quando abandonei isso?

A Aninha de 14 anos, que ainda é muito viva dentro de mim, que é louca por McFly e acha que tem mas na real não tem preocupação nenhuma na vida, estaria muito zangada com a Ana de hoje por ter deixado isso de lado!

Mas a Aninha de 14 anos me perdoaria porque estou publicando esse post no Bolas de Meia, o blog que ela criou e tanto ama!



O próximo post será resenha dos produtos que eu comprei aqui. Outra coisa que eu amava fazer na época de Aninha. <3

30.8.16

Nada pode te parar (a não ser você mesmo!)

Can't Be Stoped!

"Não desista dos seus sonhos, JAMAIS!" – Tá aí uma frase mega clichê, dessas que as vezes dá até vontade de revirar os olhos quando a gente ouve. Mas é um baita conselho, principalmente quando se trata de algo tão importante: seus sonhos. Algo que te faz ou vai te fazer um bem danado. 
Na maioria das vezes o caminho até ele é árduo, demorado, cheio de tentativas e frustrações. Mas se a gente for parar para pensar direitinho, é cheio de aprendizados.

Okay. É fácil falar assim, não é? De amiga para amiga(o), eu preciso compartilhar com você algumas coisas que tem acontecido do lado de cá.

Durante esses dois anos, mudanças muito drásticas aconteceram na minha vida. Pessoas mais próximas acompanharam de muito perto algumas delas. E eu já deixei registrado em alguns lugares, as vezes de forma subliminar, o quanto tem sido difícil. Difícil sem deixar de ser prazeroso. 

Eu pensei em desistir. Algumas vezes. Trancar a faculdade, voltar para a minha cidade, para a casa dos meus pais, onde era a minha zona de conforto. Pessoas me decepcionaram, eu decepcionei pessoas –talvez até você, quando entrava aqui e não encontrava uma postagem nova. Desculpe–. A rotina me esmagava todos os dias, eu não me achava madura o suficiente para lidar com uma vida tão adulta assim. Talvez eu ainda não seja. Chorei diversas vezes, admito. Mas só porque a gente precisa mesmo chorar, as vezes. Não é crime e nem é feio. Trata-se de ser humano, já te contaram isso? 

As decepções seguidas de uma tristeza um tanto quanto forte deram espaço para crises de criatividade, de estresse, de ansiedade. Juro que até pensei que era cardíaca, quando meu coração começava a bater muito forte, de repente. Mas fiz os exames e não era nada tão sério que pudesse me matar. Eu precisava cuidar da minha saúde mental, só isso.

Se eu tivesse grana, procuraria ajuda psicológica, é o mais indicado a se fazer. Mas tive que ser forte por mim mesma e descobrir uma forma alternativa de fazer as coisas parecerem menos piores. E eu até que sou boa nisso, sempre fui uma pessoa bastante positiva.

Eu parei e pensei no que me faz bem de verdade. Existe uma tática que eu gosto muito de usar que é a do sorriso do canto de boca. Penso em alguém e, se esse sorriso aparecer, é porque esse alguém faz muito bem. Ele não funciona só com pessoas. Funciona com lugares, com sentimentos, com quase tudo. É um detalhe, um sorriso pequeno que talvez nem dê para notar, mas ele está lá, a gente sente.

Saber exatamente o que me faz bem foi o pontapé inicial para começar a tomar atitudes que iriam me ajudar a continuar. 
Comecei a fazer uma listinha com tudo o que eu queria, ou melhor, PRECISAVA absorver e tudo o que eu PRECISAVA evitar para me manter positiva, inspirada, feliz e consequentemente desistir da ideia de desistir.

ABSORVER
  • Pessoas interessantes / criativas / inteligentes / positivas
  • Conselhos dessas pessoas
  • Elogios
  • Críticas positivas
  • O aprendizado de cada coisa que dá errado
  • Bons exemplos
  • Inspirações nas suas mais diversas formas (em conversas, filmes, músicas, leituras etc)
  • Qualquer coisa motivacional (até frase de efeito)
EVITAR
  • Pessoas pessimistas / reclamonas / fofoqueiras / invejosas
  • Conselhos dessas pessoas
  • Críticas destrutivas e sem fundamentos
  • Sentir medo de arriscar algo novo e diferente
  • Comparações com trabalhos de/e outras pessoas
  • Criar expectativas em cima de planos e pessoas
  • Pensamentos negativos e que me deixam triste / preocupada


No processo de mudança desse meu episódio de pessimismo, percebi que eu sou a única culpada pelo meu estado de espírito. Não é culpa do trânsito, do e-mail mal educado de algum cliente ou de quem estou acompanhada. Se eu estou triste, desmotivada, achando que nada vai dar certo, é porque eu me deixei levar pelas coisas ruins que insistem em dizer que o meu esforço é em vão. 
Mas felizmente também percebi que sou forte o suficiente para me tirar dessa situação. Porque sou a única que pode filtrar o que vai e o que fica. Posso parar de me me importar menos com as coisas ruins e me importar mais com as coisas incríveis.

E vai por mim, minha(o) amiga(o)... as coisas incríveis estão aí todos os dias se a gente quiser encontrar.

Enquanto a gente ajuda a si mesmo de dentro pra fora, o universo faz questão de nos enviar singelos sinais para dizer que é para continuar seguindo em frente.

Você demorou a ver atualização nesse blog porque eu sempre dava a desculpa de "eu quero voltar a publicar quando o layout novo estiver no ar, mimimi". Na verdade, não era uma desculpa. É a realidade. Era a minha maior vontade. 
Eu e a Gabi (a menina que está cuidando da nova programação) ainda não conseguimos encontrar algo que pudesse representar o novo Bolas de Meia, de uma Ana já bastante diferente. Eu já mudei de casa outra vez, o valor total de contas para pagar no fim do mês cresceu por consequência disso e, para variar, roubaram o meu celular. O segundo maior investimento da minha vida. E levaram junto alguns vídeos e fotos que eu tinha preparado exclusivamente o conteúdo daqui. 

E, enquanto tudo isso acontecia, amigos abriram as portas para eu entrar, ombros para eu chorar, cama para eu me aninhar, até mesmo um celular para eu usar.

Um amigo veio me dizer que sua vizinha, ao ver meu comentário em uma publicação dele no facebook, o chamou no whatsapp para dizer o quanto gostava do meu blog. Dois dias antes, um amigo com quem não conversava há muito tempo me contou que uma conhecida citou que lê Bolas de Meia em uma conversa, e ele fez questão de mostrar a ela que me conhecia. 

E aí eu me lembrei que o meu maior motivo para continuar é esse aqui. Que está me fazendo chorar –de felicidade!– feito uma criança e me sentindo abraçada, consolada, mesmo depois de 3 anos. Porque isso continua acontecendo.


Se pensamentos negativos também estiverem invadindo a sua cabeça assim como aconteceu com a minha, se você estiver pensando em chutar o balde e desistir de tudo, se lembre que você pode ser fonte de inspiração para outras pessoas também.

E que sempre vai ter alguém ou algo te dando algum tipo de suporte.

Procure suas fontes de inspiração e "continue a nadar", como a Dory já nos ensinou (ela também foi uma inspiração pra mim, olha só que coisa! hehe).

Estou feliz por estar de volta. Espero que também estejam!

*
As fotos deste post foram tiradas ano passado, pela Emi, no Beco do Batman, aqui em São Paulo!
19.2.16

Os benefícios de blogar sobre tudo | Especial: 5 anos de Bolas de Meia


Durante este mês, que o blog completa 5 anos, farei alguns posts especiais sobre o próprio Bolas de Meia, minhas inspirações, experiências e tudo mais.
Feliz 5 anos para nós. Porque o Bolas de Meia não sou só eu.

Eu sempre me pego pensando como eu sou grata por ter conhecido o mundo dos blogs desde cedo. Entrar na internet e dar de cara com tanta "gente como a gente" usando essa ferramenta tão incrível para se expressar.

Eu venho blogando há exatamente 5 anos (SIM, HOJE O BOLAS DE MEIA ESTÁ COMPLETANDO 5 ANOS! YAAAAY) e dizer que em todos esses anos escrever um blog tem sido muito gratificante, pra mim, soa como um eufemismo. Ganhei amizades incríveis e duradouras, exercitei a minha criatividade, me tornei uma pessoa mais tranquila e positiva, fiz parcerias e fechei contratos que nunca poderia imaginar, enfim, tem MUITA coisa que eu posso listar aqui.

Sempre que me perguntam sobre o que eu escrevo no meu blog, ainda não sei muito bem o que responder. Um diário virtual? Lifestyle? Comportamento? Eu sempre falei sobre várias coisas e, apesar da maioria dos leitores acompanharem tudo, vira e mexe, me deparo com um público muito diversificado. Chegaram por algum post específico e voltam aqui quando eu falo outra vez sobre esse mesmo assunto.

Reconheço os benefícios de falar sobre um assunto específico. É mais fácil de conseguir um público de qualidade que realmente tenha interesse em tal assunto, assim como patrocinadores.

Mas quero comentar aqui alguns benefícios de blogar sobre tudo um pouco, me baseando nesses 5 anos que escrevo o Bolas de Meia.

  • Você se torna um melhor escritor;
  • Você pode se tornar um autor publicado;
  • Você pode se expressar;
  • Você pode ser responsável por tudo: pesquisa, escrita, produção etc, e ter um resultado consistente e com a sua personalidade;
  • É um exercício de auto conhecimento;
  • Você pode fazer a diferença e ajudar outras pessoas;
  • Você pode vender um produto, mesmo que este produto seja você;
  • Você pode comercializar seu negócio e ganhar mais exposição;
  • Você aprende várias formas de ganhar dinheiro online.
Blogar é sempre uma jornada pessoal, não importa o que e como você faça. E lá para os dois primeiros anos deste blog eu não sabia que existia a possibilidade de ganhar dinheiro desta forma. As coisas começaram a acontecer e eu descobri que tenho uma certa paixão por posts patrocinados -sempre sinalizados, da forma como deve ser-, pois é um desafio. Conhecer e avaliar uma marca/empresa e fazer algo bacana e criativo para que eu possa apresentar a vocês sem dizer: "OLHA, COMPRA ISSO AQUI PORQUE A SUA VIDA VAI MUDAR PARA SEMPRE" - não!
E também o cuidado e o equilíbrio entre posts patrocinados e não.
É uma mistura gostosa onde eu junto o útil ao agradável e o resultado é esse aqui, que vocês acompanham e gostam tanto - pelo menos eu espero que sim!

Claro que eu posso citar aqui coisas mais específicas dentro de alguns assuntos que o Bolas de Meia fala. Quer alguns exemplos?

Os benefícios de blogar sobre fotografia


  • Você mostra tudo a partir do seu ponto de vista. É livre para criar cenários e dar asas a sua imaginação;
  • Sempre está atrás de dicas para testar e passar para os seus leitores;
  • Você melhora cada vez mais;
  • Se você trabalha com fotografia, o blog pode gerar tráfego para o seu site profissional;
  • Blogar sobre fotografia com outros fotógrafos é sempre uma aula e uma grande experiência;
  • Veja a categoria Fotografia aqui no blog.

Os benefícios de blogar sobre culinária


  • Todo mundo gosta ler sobre comida e procura ou já procurou algum post. As vezes para um menu especial para reunir os amigos ou até mesmo para aprender um prato novo;
  • Seus leitores podem estar interessados no que você come (caso siga alguma dieta) e como preparar algumas coisas;
  • Você passa a cozinhar muito melhor e entender melhor os alimentos que consome;
  • As pessoas querem aprender a cozinhar
  • A comida reúne as pessoas. Família, amigos, é sempre uma ótima desculpa para juntar todo mundo e experimentar sua mais nova especialidade culinária. Eu já fiz isso aqui e aqui;
  • Conheça a categoria Comes e Bebes aqui do blog, onde eu preparo algumas receitas e indico alguns lugares para vocês conhecerem.

Os benefícios de blogar sobre viagens


  • Sua percepção para com o mundo aumenta absurdamente e você passa a dar mais valor as coisas que não se importava tanto;
  • Você descobre que não importa em quantos lugares você já esteve, você conhece bem pouquinho do mundo, e se encanta com isso;
  • Você pode mostrar lugares que poucas pessoas conhecem;
  • As pessoas estão sempre interessadas em conhecer lugares novos, perto ou longe;
  • Escrever sobre uma viagem que tenha feito é uma delícia, pois você relembra tudo o que passou;
  • Você pode contar para seus amigos e parentes de longe como foi AQUELA viagem, da mesma forma como conta para quem está perto;
  • Conheça a categoria Viagens aqui do blog.
Os benefícios de blogar sobre comportamento/pensamentos


  • É uma forma de desabafo;
  • Você descobre que não está sozinho no mundo e existem milhões de pessoas que pensam e passam pela mesma coisa que você;
  • É um exercício de auto conhecimento e auto avaliação;
  • Seus leitores, quando tem opiniões opostas e criticam positivamente, te ajudam a abrir a mente e a pensar fora da caixinha;
  • Você pode acabar ajudando outras pessoas, mesmo sem querer e mesmo que não saiba;
  • Conheça a categoria Pessoal aqui no blog.

Os benefícios de blogar sobre Moda e Beleza


  • É um assunto que MUITAS pessoas pesquisam diariamente e também é um assunto que "vende" muito;
  • Ajuda na hora de encontrar o seu próprio estilo, o que te representa e o que vai te ajudar a se expressar;
  • Melhora a sua auto estima;
  • Ajuda a melhorar a auto estima de quem te acompanha;
  • Você acaba se cuidando mais e descobrindo produtos com o melhor custo/benefício para você.
Eu já bloguei sobre filmes, séries, desenhos animados, games, exercícios físicos, música, meus amigos, são tantas histórias que esse blog conta que eu acho que o maior de todos os benefícios é o registro.

Aqui eu posso escrever, ler e reler tudo o que já se passou e relembrar exatamente o que eu estava sentindo quando estava produzindo.
Agora me diz, se isso não for incrível, o que é então?

Quer ler outros posts inspiradores sobre blogs e sobre blogar? Este não é o primeiro e nem será o último!
Não consigo conter a minha alegria de ter chegado até aqui. Gostaria de dar uma festa muito legal ou fazer um mega sorteio, mas ainda não é possível. Mas não tem problema, na hora certa eu vou conseguir. 
No mais, fica aqui o meu agradecimento por todo carinho, suporte e a ajuda de sempre. Como disse, o Bolas de Meia não sou apenas eu. OBRIGADA!


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4.11.15

Digital influencers e a vida de forma (muito bem) editada

Eu e Enrique. E hoje Tem vídeo nosso no canal dele: Enrique sem H

Antes de mais nada, eu queria deixar claro que TUDO tem dois lados. O bom e o ruim. Não cabe a ninguém a não ser a nós mesmos decidir qual desses lados enxergar.

Saiu uma matéria linda, muito comovente, que vocês -que já estão acostumados a acompanhar o mundo dos blogs-, devem ter visto nos compartilhamentos do facebook. Eu li a matéria no Buzz Feed (inglês) e depois o Catraca Livre publicou também (aqui). De forma muito resumida e superficial, trata-se de uma digital influencer jovem que cansou de se auto-manipular (posso usar essa expressão? Pode uma pessoa manipular a si mesma?) em suas redes sociais para parecer -entre muitas aspas- "mais bonita" e feliz do que realmente era. Uma questão de estética, talvez. Ou talvez ela tenha acordado um monstrinho que vive dentro da grande maioria das pessoas, o monstrinho da fama, que nos dias de hoje é alimentado por likes e comentários nas redes sociais. E aí ela fez um grande desabafo apagando e reeditando suas fotos do instagram para dizer que nada daquilo era real. Leiam a matéria, vale a pena.

Minha primeira reação foi: "Estou aplaudindo de pé! Que dia, que coragem! Grande garota!". Ela colocou todas as cartas na mesa e "desmascarou" uma realidade do mundo dos influencers (quando digo influencers, quero dizer bloggers, youtubers, intagramers e pessoas públicas de modo geral). E eu sei que é verdade porque conheço muita gente que faz o que ela fazia.

Depois parei para pensar e cheguei a conclusão de que ela não me representa. Assim como ela não representa milhares de pessoas que também trabalham nesse meio. E não existe uma forma de descobrir quem é de verdade e quem é de mentira. Você não sabe nem o que se passa na cabeça dos seus pais, filhos, irmão ou namorado, quiçá de uma pessoa que você acompanha nas redes sociais.

É uma questão de honestidade, antes de tudo, consigo mesmo. E esta é a coisa mais importante.
Mentir para os outros é muito fácil. Posso forjar aqui, agora, uma falsa felicidade plena, contar 1001 histórias e motivos para agradecer porque sou privilegiada, trabalho com o que eu amo, vivo ganhando mimos e as pessoas me pagam para postar uma foto usando alguma coisa. Ignorar por alguns instantes que tenho passado por crises de ansiedade e estresse, talvez um princípio de depressão e as vezes dá vontade de chutar tudo pro alto, largar tudo o que conquistei até hoje porque a rotina é difícil e eu quero me trancar no quarto para chorar quando não consigo terminar uma tarefa.

Mas a partir do momento em que eu me importo apenas em parecer mais feliz ou bonita para os outros, como se tudo sempre fosse maravilhoso, e não busco ajuda para resolver os meus problemas reais, os ignoro enquanto alimento meu ego virtualmente, eu estou traindo a mim mesma e a única prejudicada na história toda seria eu.

Primeiro passeio que fiz por causa do blog. (Post)

Ganhar 400 dólares para usar um vestido e publicar no instagram não é errado. Colocar um biquini e ir à praia só para tirar uma foto publicitária também não é errado. As vezes você está sem tempo, tem suas tarefas, o biquini não vai sair da sua gaveta, você pode voltar e aproveitar outro dia. Tirar 1001 fotos até descobrir seu melhor ângulo e perceber que gostou da primeira também não é um erro. Devemos nos preocupar com a estética da imagem que publicamos. Elas devem ter tanta qualidade quanto qualquer outro conteúdo que produzimos. Este é o nosso trabalho. Fazemos por amor, não fazemos? É óbvio que devemos dar o nosso melhor em respeito ao nosso trabalho, em respeito a vocês, que nos acompanham.

Existem coisas que são tão simples na vida de serem resolvidas! Parece que pega mal ganhar dinheiro com algumas coisas. Quando é comigo eu sempre me pergunto: Confio na tal empresa/loja? O atendimento e os produtos são de qualidade? Tem a minha cara? Eu usaria de verdade? Se todas as respostas para estas perguntas são positivas, recusar uma proposta seria muita tolice!

E eu não vou nem entrar na questão de que rede social não é vida real, né?!... Tá bom! Vou sim. Estava lendo um post no Pequenos Monstros (este) que diz o seguinte: "Você quer guardar momentos infelizes para sempre? Eu não. Suas redes sociais mostram, para você e para o mundo, só o que você quer lembrar. Da mesma forma que os álbuns da vovó só mostram a família unida, não todas as brigas que aconteciam nos almoços de domingo. Porque essas memórias ruins não valem tanto assim.".

Eu tenho a memória muito fraca e, quando releio os posts mais antigos do meu blog, sou golpeada por uma série de ótimas lembranças. Eu compartilho sobre os meus momentos ruins, mas só depois que consigo tirar algo bom ou positivo deles. 2013 foi um dos piores anos da minha vida e hoje, se eu quiser lembrar os motivos, vou ter que me esforçar MUITO! Mas os momentos bons estão eternizados graça a tecnologia.


  • Lembram do desafio #100HappyDays? Enquanto uns achavam que era forçar a barra, outros entendiam qual era a verdadeira essência do projeto: reconhecer o lado bom até nos piores dias. E para ser sincera, acho que preciso voltar a praticar.

Vocês que me acompanham, me acompanham porque gostam da minha forma de enxergar a vida, das novidades que eu compartilho, das dicas que eu passo, confiam em mim e no meu trabalho. E se tem uma coisa que eu me orgulho muito é de conseguir depositar o melhor de mim por aqui, inspirar e ajudar outras pessoas além de mim mesma e ainda conseguir uma renda a partir disso. Se não fossem outras empresas querendo se apresentar a vocês através de mim, talvez eu não teria meu computador, minha câmera, minhas lentes, não estaria morando em São Paulo e tentando melhorar e trazer mais qualidade para o blog. Ou nem blog eu teria.

Mas nunca se enganem. Todas as minhas redes sociais são uma parte editada de mim, muito bem editada. Assim como de todas as outras pessoas -as de bom senso, pelo menos-. Cada dia vocês me conhecem mais um pouquinho. Mas nunca conhecerão completamente, porque nem eu me conheço, direito. A gente se descobre todos os dias. E existem coisas que não quero compartilhar. Nem nenhuma outra pessoa.

Quando você começar a enxergar a vida de outra pessoa melhor que a sua baseada nas redes sociais, lembre-se disso. O pneu do carro delas também fura, elas também são assaltadas, perdem a hora, se revoltam, falam palavrão, tem problemas de saúde, vícios, são decepcionadas pelas pessoas mais próximas, perdem amigos, família, o cachorrinho, perdem dinheiro, perdem o celular no ônibus e não tem o mesmo devolvido, tem pesadelos e segredos guardados que morrem de medo que alguém descubra. Não é só você. Não sou só eu. Não se preocupe.



A Sally me passou esse vídeo. A Taci é um divisor de águas. Tem gente que ama e tem gente que odeia. Eu sempre senti muita verdade nela e sempre gostei do jeito positivo dela, apesar de não acompanhar os vídeos. Depois desse, eu passei a admira-la mais ainda.

Lembram da primeira frase do post?
Tudo são dois lados. Você é a única pessoa que pode filtrar a informação que recebe. Pegue os bons exemplos, as boas dicas, inspire-se, motive-se de forma positiva baseado no que o outro conta. Mas nunca tente repetir exatamente os mesmos atos. Faça do seu jeito, no seu tempo, dando o melhor de si. Isso já é o bastante para viver uma vida longa e próspera.



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11.8.15

A vida é um retrato em branco e preto

 Isla del Sol (Lago Titicaca, Copacabana - Bolívia)

A vida é preto
Infelizmente, as vezes, é verdade. A vida pode ser tão preta quanto quando acontece um apagão na cidade e não tem nenhuma estrela no céu. Você não consegue enxergar um palmo. Tropeça, bate o dedinho do pé na mesa da sala, grita, xinga, esperneia e nada da luz voltar. Tão preta quanto quando você fecha os olhos para dormir mas não consegue, os abre mas tudo ainda continua preto, pois as luzes do quarto estão apagadas. São aqueles momentos que você precisa fazer um milhão de coisas e 24 horas não são suficientes. Ou quando você se pergunta se a sua conta no banco foi roubada porque você nunca a viu tão baixa. Falam de uma luz no fim do túnel mas parece que a tal da luz nunca se aproxima. Ou quando você se sente sozinho, abandonado, esquecido, sem inspiração, motivação, triste...

A vida é branco
Por sua vez, a vida também é branco. Quando seus amigos te deixam confiante de que eles realmente são seus amigos, quando você consegue terminar suas tarefas e recebe muitos elogios. Quando o seu trabalho é reconhecido e você sussurra para si mesmo, dizendo: "eu sabia que você poderia fazê-lo". Quando você pode sair no final de semana para conhecer um restaurante diferente que queria muito conhecer. Aqueles momentos em que você sente a areia em seus dedos dos pés e sua pele sente o calor do sol. Aqueles momentos em que você olha para trás em um álbum de fotos velhas e é lembrado de algumas de suas memórias favoritas que só te fazem sorrir, ou talvez chorar, mas por uma boa razão.

A vida é um retrato.
É linda. Cada aspecto, momento, a experiência, o sorriso, lágrima. É linda, de alguma forma. Quando a vida é preto parece difícil e obscuro. Mas esses momentos são os momentos que nos moldam. Eles servem sempre para nos orientar para algo maior e melhor. O branco é quando tudo está indo muito bem, numa boa. Tudo faz sentido e você não tem uma preocupação no mundo. Esses são os momentos para ser grato e lembre-se de quão abençoado você é.

Você precisa tanto do preto quanto do branco para criar este retrato. E quando ele está finalizado, tudo faz sentido, tudo se reúne. Você percebe que precisava do preto para delinear, definir, criar você. E você precisava do branco para lembrar, ser grato e ter seus momentos de plena felicidade, porque essa é a nossa busca de todos os dias, não é? Querendo ou não, haverá períodos de tempo de preto, mas haverá os de branco também. Mantenha-se focado, cresça com os tempos difíceis, aproveite os bons momentos, porque se você esperar, daqui a pouco você vai descobrir um lindo retrato.

26.6.15

Fim de semestre e as voltas que o mundo dá


Parece que foi ontem. Me lembro claramente de estar pegando as roupas do armário e colocando dentro de algumas malas. A dor no coração que a minha mãe sentia de ter que me deixar vir pra cá, sem ela para cuidar de mim, fazer minha comida -porque ela adora fazer isso e ouvir os elogios depois-, ou me dar um beijo na testa e dizer: "vai com Deus, filha. Não volte muito tarde" a cada vez que eu estivesse prestes a sair pela porta.

Eu disse pra ela que era isso o que eu precisava para crescer profissionalmente. Mas mais do que isso, crescer de verdade, como pessoa.
E engraçado que, as vezes, a vida coloca a gente em situações desconfortáveis. Como se fosse uma prova, sabe? Como quem diz: "É isso que você queria? Então está aí. Mas não vai ser fácil, não. Se vira, vamos ver se você é capaz". E não vou mentir, as vezes eu me sentia esmagada por um sentimento horrível que me fazia pensar o que eu fiz para merecer aquilo, ou o porquê algumas pessoas me tratavam de forma tão ruim sem motivo algum.

Um novo amigo, com quem convivi a maioria dos meus dias até mês passado e que também fazia parte deste círculo de pessoas -algumas ótimas e outras nem tanto-, me explicou que deveria fazer a minha parte e não me importar tanto com os outros. Se eles gostassem de mim e me tratassem bem, seria ótimo. Mas caso acontecesse o contrário, não haveria mais nada que eu poderia fazer, já que a minha parte estava sendo feita.

Eu tentei ir atrás e descobrir o motivo, mas depois lembrei que no mundo ainda existem pessoas que insistem em nos julgar ou simplesmente nos odiar antes mesmo de nos conhecer. Alguns dizem que são pessoas mal amadas, outros dizem que são pessoas invejosas ou até mesmo infelizes. Nomeie como quiser, se quiser. Eu prefiro não fazer isso, estaria julgando de volta. A única coisa que eu consegui sentir foi pena, pois talvez com tanto peso e preocupação sobre os outros, elas não consigam ter uma vida leve e boa para viver. Por sorte, e com um pouquinho de ajuda desse amigo, consegui escapar desse peso a tempo. 

Eu já tinha escrito o post quase todo quando vi este tweet do Thi. 

O blog? É a minha válvula de escape. E ele ficar sem atualizações só me deixava mais estressada e triste. As poucas vezes que publicava, era porque eu estava longe de todo esse caos, perto de quem realmente me fazia bem. Eu sou muito mais da motivação do que da disciplina, embora eu não ache isso certo. Mas eu não gosto de dar as caras quando estou para baixo. Meu principal objetivo é trazer coisas boas. E, apesar desse desabafo, foi isso que eu vim fazer.

O tempo passou, o mundo deu as voltas que ele sempre dá e agora a vida está me proporcionando coisas maravilhosas.
Já disse uma vez para vocês. Quando estou passando por momentos muito difíceis, eu tenho certeza que lá na frente vai acontecer algo muito bom se eu aguentar firme sendo a melhor pessoa que eu posso ser. Sempre dá certo. Porque a vida é assim. Coisas ruins e coisas boas, um ciclo vicioso. Você só precisa prestar atenção para não se perder no meio do caminho.

Nesse final de semestre eu me mudei. Estou morando em um apartamento e tenho um quartinho lindo. Pequeno, mas ideal para mim. Tenho uma janela e uma parede com quadrinhos da Turma da Mônica. E é bem localizado, viu? hehe.
Vivo com duas meninas. Duas Ju. Julia e Juliane. E é incrível como elas me fizeram sentir em casa desde o primeiro dia. Elas moram juntas faz bastante tempo e a casa funciona tão bem que a adaptação aqui não foi nem um pouco difícil.

AH! Agora consegui trazer o meu computador e o restante dos equipamentos. Finalmente tenho acesso a todos os meus arquivos e programas de edição.

A Faculdade? Está ótima. Sou uma CDF de humanas. Tenho tirado boas notas e não tenho tanta dificuldade nas matérias. Quando a gente estuda o que gosta a história é outra, né?! A gente se sente mais disposto e se dedica muito mais.

As provas acabaram, o projeto do meu grupo do PIM (projeto integrador multidisciplinar - é como se fosse um TCC que faremos em todos os períodos) foi um sucesso, deu super certo e o grupo é ótimo!
Dei uma palestra e falei um pouco mais sobre o blog para os alunos de pós em Comunicação e Marketing lá na FMU. Uma professora que me chamou! Tão gostoso ver seu trabalho sendo reconhecido!

Agora estou oficialmente de férias e acabei de comprar as passagens para conhecer um terceiro país com duas pessoas mega especiais para mim.

Uma das minhas melhores amigas se casou, eu finalmente saí da região sudeste do Brasil e tive a noite mais linda de toda a minha vida. O céu lá de Goiânia é mágico. Eu já sabia que existem milhares de estrelas mas nunca me imaginei vendo todas daquela forma.

A Paula, irmã da Sally registrou o momento e eu fiquei sabendo dias depois. MUITO obrigada, Paula!

Esticamos o lençol na grama e o sol estava baixando lentamente. Ficamos ali, parados, nos perguntando como definir algo tão magnífico. Poesia, arte de Deus, simplicidade... Se eu tivesse o dom, faria uma música naquele momento, ou escreveria uma prosa. Mas fazia muito tempo que não via um pôr do sol tão lindo. Quis ficar parada, só esperando aquele espetáculo de cores quentes no céu acabar. E quando finalmente acabou, nos deitamos por pura preguiça de sair dali.
Dado certo momento, olhamos de novo para o céu e eu vi o maior número de estrelas que jamais consegui enxergar antes em toda minha vida. Desejei que a minha mãe estivesse lá. Ela conta que, quando morava bem afastada da cidade, conseguia enxergar milhões de estrelas. Acho que ela devia sentir a mesma coisa que eu senti naquele momento.

Vi até uma estrela cadente, pela primeira vez. Fiquei tão empolgada por estar vendo uma, que assim que ela desapareceu, percebi que não tinha feito nenhum pedido.

Respirei fundo e fiquei tranquila. Está tudo bem, agora. Não preciso pedir mais nada. Só agradecer.

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10.4.15

5 coisas para me lembrar


Engraçado como a nossa vida é sempre inconstante. Há momentos que tudo está ótimo e achamos que não poderia estar melhor. Há outros que tudo parece aborrecer, tudo dá errado, coisas muito ruins acontecem e quase sempre parece ser o fim.

Lembram aquela história contada pelo Chico Xavier, de um homem que tinha uma placa escrita "Isso também passa" em cima da sua cama, que servia para lembra-lo que a vida é feita de momentos -bons e ruins- que servem para o nosso aprendizado? Então, de fato temos que tentar tirar o melhor do pior. Mas... E quanto o pior parece não passar nunca?

Apesar de muitas coisas incríveis terem acontecido desde que me mudei para São Paulo, tem uma em especial que não tem me feito nada bem. E não, não é a saudade, porque nisso eu sempre dou um jeitinho.

Um amigo daqui me perguntou qual o motivo de eu andar triste e estressada. Sem pensar muito, culpei algumas pessoas, a mudança repentina e o choque que isso me causou, os compromissos e tarefas que surgem do nada e completei dizendo que deve ter sido tudo isso que se misturou e me deixou assim. -Nós e nossa mania de misturar as coisas-. Em seguida veio o comentário dele, que foi um tapa na cara muito bem dado: "Você estar se sentindo triste não é culpa da mudança, das tarefas ou do estresse que você tem passado com as pessoas. A culpa é exclusivamente sua". Doeu ouvir isso, mas ele tinha razão.
Em seguida ele repetiu a pergunta: "Por que você está triste?"

A ficha caiu e eu percebi que ele não estava querendo uma resposta, porque isso pouco importa para ele. Ele só estava tentando me ajudar a perceber que ninguém tem nada a ver com isso a não ser eu mesma.

Parei, pensei e me achei ridiculamente estúpida por ter deixado uma coisa ruim ofuscar todos os outros momentos de alegria. Uma coisa que já não acontecia há anos. Logo em seguida eu cheguei a conclusão de que existem algumas coisas que eu preciso me lembrar quando eu me deixar levar por sentimentos ruins de novo.

Eu sou a grande responsável pela minha felicidade e a primeira coisa que tenho que me lembrar é que sou eu que tenho que começar a fazer algo por mim. No meu caso, o que mais funciona, e dedicar o meu tempo livre fazendo as coisas que eu gosto. Passear, fazer algum curso, fotografar, blogar... fazer coisas que eu sei que me fazem bem.

 Quando eu me sinto sufocada, me lembro que sempre tem alguém disposto a me ouvir ou me distrair de todos os problemas. Pai, mãe, amigo, namorado... a gente sempre tem alguém a quem recorrer. E só de saber tenho alguém, eu já me sinto muito melhor.

Apesar de todos os pesares, tento lembrar de todas as coisas boas que tenho e vivo. E gratidão deve ser uma coisa muito presente na vida de todo mundo. É injusto e muito chato ficar reclamando quando a gente pode fazer algo pra melhorar.

 Sabe aquela coisa de não ligar para o que as outras pessoas falam? Isso é muito fácil, na teoria. Mas não adianta, a gente liga sim! Só que a gente consegue controlar melhor quando para e pensa: "Essa pessoa vai trazer algo de bom pra minha vida? Será que o que ela pensa vai realmente fazer diferença?". Dar atenção demais pra certas coisas pode fazer muito mal.

Um pensamento que eu sempre tive comigo é: "Se isso tá acontecendo comigo agora, é porque tem alguma cosia muito boa me esperando lá na frente. E sempre tem. Cedo ou tarde tudo melhora. Problemas todo mundo tem. Só que tem gente que consegue lidar da melhor maneira possível. E eu estou tentando.

Don't Worry, Be Happy by Bobby McFerrin on Grooveshark
"In every life we have some trouble. When you worry you make it doubleDon't worry, be happy."
4.3.15

20 coisas que aprendi aos 20 anos


A gente não tem certeza de nada.
Nunca sabemos o que esperar de amanhã, decepcionar-se com as pessoas é algo bastante comum, as coisas que planejamos se desplanejam em um piscar de olhos. Mas, em contrapartida, as melhores coisas do mundo acontecem sem a gente esperar. E eu descobri que funciono muito melhor com essas incertezas, sem expectativas.

Eles realmente querem o nosso bem.
É uma frase que a gente escuta com muita frequência dos nossos pais, tios ou avós. Eles parecem chatos, a gente revira o olho, bufa e bate o pé. Mas quando a gente cresce, percebe que eles sempre estiveram certos.

Ser gentil e agradável é um passo enorme para a felicidade.
Desejar bom dia, agradecer, sorrir primeiro, sorrir de volta, essas pequenas coisas sempre mudam o dia de alguém, principalmente o seu. Ninguém aguenta ficar perto de alguém que resmunga e reclama o tempo todo. E fazemos bem a nós mesmos quando fazemos o bem por aí.

Que seja eterno enquanto dure.
Sempre dizem por aí que, se um amigo se afasta, é porquê ele nunca foi seu amigo de verdade. O mesmo vale para o amor. 
Eu não concordo. Eu já tive melhores amigos que hoje em dia não vejo e nem mantenho contato. Mas enquanto durou, foi verdadeiro, intenso, eles foram leais, fizemos a nossa história, e acabou. O que era para ser vivido, foi vivido. Nossos segredos continuam guardados e seguimos em frente com as nossas vidas. Conhecemos outras pessoas e vivemos outras histórias, é um ciclo. 

Os erros fazem a gente crescer.
Eu costumo chamar de mal necessário. Conhecemos pessoas erradas, fazemos escolhas erradas, quase sempre parece o fim do mundo mas não é. Tudo acontece por um motivo. Basta você escolher se quer usar o erro como um aprendizado ou um motivo para se martirizar mais ainda.

Cercar-se de pessoas talentosas, inteligentes e criativas é uma das melhores formas de aprender. 
Eu perdi as contas de quanta coisa interessante e útil eu aprendi com os meus amigos. Tocar instrumentos, ter estabilidade na hora de gravar um vídeo em movimento, uma receita nova ou até mesmo descobrir algum livro/filme/série incrível. E geralmente esse tipo de coisa você aprende sem querer, jogando conversa fora. Por isso criei a categoria "Meus amigos me inspiram".

Viajar é o melhor investimento que podemos fazer em nós mesmos. 
Essa é uma coisa que eu sempre digo. Você pode comprar uma casa linda, o carro do ano, investir na bolsa de valores mas nada pode tirar ou roubar de você uma viagem que você tenha feito e as experiências que você teve nela.

É impossível ser feliz sozinho. 
Por mais independente e desapegado que a gente seja, a gente sempre precisa ter uma pessoa amiga ao nosso lado. Seja o pai, a mãe, o namorado, a melhor amiga... Tudo fica melhor quando compartilhamos com alguém que a gente ama. 

Quem se importa de verdade, vai dar um jeito. 
A gente cansa de correr atrás e insistir nas pessoas erradas. Você percebe que quem quer estar com você ou te ajudar de alguma forma, vai dar um jeito para isso e não uma desculpa.

Não importa o que você faça, sempre vai ter alguém te odiando por isso. 
Não é só online que os haters existem. Não importa o quanto você se esforce para ajudar os outros, ser boa e gentil, alguém sempre vai te olhar torto, virar a cara e falar mal pelas costas. E na maioria das vezes é inveja, sim.

Ignorar é a melhor opção. 
"Entra por um ouvido e sai pelo outro", sempre ouvia essa frase dos meus pais em casa. Se a gente for se importar com todas as críticas e coisas ruins que os outros saem distribuindo de graça por aí, a gente não vive. É sério! Eu dou de ombros e continuo seguindo a minha vida, despreocupada. Fazendo bem, que mal tem?

Quer alguma coisa bem feita? Faça você mesmo. 
É muito bom poder contar com a ajuda das outras pessoas para finalizar algum projeto, por exemplo. Mas a gente tem que entender que nem todo mundo tem o mesmo pique e que está tão envolvido quanto a gente. E isso não é uma coisa ruim, cada um tem sua vida e suas preocupações. Por isso nunca é bom depender das outras pessoas para fazer acontecer. 

Um tempo sozinho é bom, também. 
Desde pequena eu fui cercada por muitas pessoas. A casa estava sempre cheia e eu odiava quando eu ficava sozinha, sem ninguém pra brincar ou conversar comigo. Depois que o tempo foi passando, eu fui notando o quanto o meu tempo comigo mesma era precioso. Para me conhecer, saber meus gostos, me organizar, e fazer as coisas que eu gosto mas que ninguém mais entenderia. Limpar meu quarto enquanto eu canto e danço as minhas músicas estranhas, por exemplo.

Não ter medo de conversar ou pedir ajuda.
As vezes achamos que a gente é super. Que conseguimos resolver todos os problema sozinho, mas não é bem assim. Só de desabafar com alguém, a gente se sente mil vezes melhor. E pedir ajuda também não é nenhuma vergonha. As vezes você encontra em uma outra pessoa aquilo que estava faltando em você. E não estou falando sobre o amor. Estou falando sobre qualquer coisa.

Cuidar da saúde é muito importante, de verdade.
Conforme o tempo vai passando, o nosso corpo vai reagindo a tudo o que fazemos. Cuidar do corpo, da pele, dos dentes, do cabelo não é só questão de vaidade. Lá na frente a gente sofre as consequências. E quanto mais cedo a gente pega os hábitos saudáveis, mais fácil fica levar isso para o resto da vida.

A gente começa por baixo.
Dificilmente a gente consegue começar a trabalhar no que a gente gosta e se sustentar. Eu tive que começar a trabalhar com outras coisas porque o blog não me sustenta. Tenho um amigo que trabalha em uma agência enquanto ele não consegue viver dos desenhos que ele faz. 
E quando a gente se dedica ao que a gente ama, tem que trabalhar muito para ganhar o reconhecimento. É um processo demorado mas é o que vale a pena.

Sair da zona de conforto.

Viver no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, tendo a mesma rotina é uma coisa monótona e limitada demais. Em algum momento da vida a gente precisa se arriscar e fazer algo novo. E prepare-se porque as pessoas criticam e te jogam pra baixo sem piedade. Mas só se você tentar, vai descobrir se vai dar certo. 
Outra coisa boa é que você se torna mais confiante quando supera algo que achava ser um limite e se sente motivado a fazer mais.


Não espere para começar
A gente sempre acha que depende das coisas para começar algo novo. "Ah, eu não começo um blog porque eu não tenho uma câmera boa para fotografar e gravar vídeos" é uma das coisas que eu mais escuto.
Eu já quis esperar ter algumas coisas para começar um projeto novo mas caí na real e percebi que a gente tem que começar com aquilo que tem, do jeito que pode. As outras coisas vão chegando com o tempo.

Perdoar e ser perdoado
As pessoas tem costume de decepcionar umas as outras com muita facilidade. Mas perdoar (perdoar de verdade) é um dos maiores gestos de humildade que uma pessoa pode demonstrar, e dá uma paz! Me lembro que uma pessoa falou pra mim que "uma pessoa não merece ser julgada a vida toda por um erro que cometeu".

A vida está só começando
Eu acabei de fazer 20 anos. Ainda tenho muitos lugares pra ir, muita gente para conhecer, erros novos para cometer, aprender muito mais.

Pensava estar na crise dos 20 mas eu sou nova demais para entrar em crise. Cheguei na minha segunda década com saúde e com as pessoas que eu amo ao meu lado, mesmo distantes fisicamente. Tenho novas responsabilidades e a vida está me mostrando agora quem ela é. E parece ser boa demais para quem está disposto a vive-la da melhor forma que puder.


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4.2.15

Big girls don't cry?


Eu sempre senti que essa cidade era pequena demais para mim. Foi um dos motivos de ter criado o blog. Como eu era nova demais e não podia sair assim, pelo mundo, sem mais nem menos, era um jeito de me distrair um pouco, fugir desse ovo ainda que não fosse fisicamente.

As vezes eu penso que não sou daqui, eu sou do mundo e estar em um lugar só não é o suficiente. Eu preciso de mais. Depois que comecei a namorar um garoto de uma cidade grande, o Rio de Janeiro virou a minha segunda cidade e ainda tenho tanto para conhecer! É perto, eu sei. E eu nem me mudei, mas já é alguma coisa, né?!

Viajar e estar em outros lugares é uma das coisas que eu mais gosto, mesmo não tendo arrumado a minha mala muitas vezes, ter experiências novas é um dos meus maiores prazeres nessa vida. Cada uma delas acrescenta algo bom em mim, me faz crescer um pouco, por pior que ela seja. Mas ainda bem, a maioria delas foram ótimas.

Mas algo tem me deixado com bastante medo, e vocês já devem imaginar o que é. Estou de mudança. Uma transição de cidadezinha tranquila do interior, com a minha família, meus amigos e lugares favoritos já mapeados para uma selva de pedra, uma cidade enorme com pessoas muito diferentes. Não de mim, mas sim umas das outras. Lá, não tem ninguém igual. E isso é incrível.

É um medo e um desespero enorme! E de tão grande, eu nem sei o que está acontecendo dentro de mim nesse momento. Mas é uma coisa bem gostosa.
Por sorte, eu já conhecia pessoas incríveis por lá e que me acolheram muito bem, mesmo sem ter ido definitivamente, ainda. 

Meus amigos estão felizes por mim, minha mãe está morrendo de medo, até chora algumas noites, mas me apoiou, esteve lá comigo e vibrou quando eu fui aprovada.
Meu pai também deve estar, nunca se sabe o que ele está pensando. Ele é daqueles que não demonstra muita coisa, sabe? Mas antes mesmo de tentar, eu já tinha a aprovação dele. "Se é isso o que você quer, amém. Se for da vontade de Deus, Ele vai te abençoar".

Amém, pai.

Eu puxei a minha mãe no lado chorona. Tento me mostrar forte mas estou bastante insegura. Sei que vai ser difícil, que vou passar muito perrengue, que vou sentir saudades de casa, do namorado, do gatinho, dos amigos, da cidade que, mesmo reclamando que é muito pequena, de gente com mente igualmente pequena, eu amo do fundo do meu coração e reconheço que é um dos melhores lugares para se morar.

Mas tem sonho me esperando lá fora e ninguém disse que seria fácil. A gente tem que enfrentar muita coisa pra chegar onde a gente quer. E é agora que eu vou começar a crescer de verdade.


Não sei porque, mas lembrei dessa música. Mas garotas grandes choram, sim.


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20.1.15

Ser feliz todos os dias


Você conseguiria ficar feliz durante 100 dias seguidos? Ou não tem tempo para isso? Essa é a principal pergunta lá no site do projeto 100 Happy Days, que com certeza a maioria de vocês já conhece ou deve ter ouvido falar.

Assim que o desafio surgiu, eu fiquei na dúvida se participaria ou não, se daria certo ou não. Um dos principais motivos era a minha dificuldade de publicar uma foto por dia. Eu participei do Photo a Day durante o mês de Dezembro em 2013 e falhei em 3 dias.

Mas decidi começar o desafio em uma contagem regressiva especial, nos 100 dias que antecedem o meu aniversário. Uma coisa que vocês não devem imaginar sobre mim é que eu não gosto muito de fazer aniversário, desde os meus 14 anos. A data vai se aproximando e eu vou ficando cada vez mais desanimada, mas nem sei o motivo. Alguém tem isso também? Consegue me explicar? Alguns colocariam a desculpa no tal do inferno astral.

Então o desafio, para mim, era bem mais do que só ser feliz durante 100 dias. Era ser feliz até o meu aniversário, sem deixar nada me abalar, mesmo sabendo que estou ficando um ano mais velha (será que descobrimos o motivo do meu desânimo?).





Eu já passei da marca dos 50 dias e está sendo bem mais fácil do que eu imaginava. Eu não costumo ser uma pessoa pessimista, quando se trata dos outros. Tudo sempre vai dar certo, para os outros. Mas quando é comigo mesma, o buraco é mais em baixo. Como ser otimista todos os dias? Como olhar o lado bom da moeda até nas piores situações?

Esse desafio me ajudou muito a melhorar isso em mim. É claro que nos dias que eu ganhei o livro do bem e os post-its, a instax mini, os CDS autografados de alguns dos meus artistas nacionais favoritos -enviados por eles mesmos, olha que honra!- eu nem precisei pensar muito.
Mas você percebe que está indo bem quando até naquele dia que parece que tudo está errado, você está de saco cheio e só quer que o dia termine logo, você consegue notar que aconteceu uma coisa boa.

Eu fui repleta desses dias. E as pequenas coisas boas que aconteceram foram coisas do tipo: comer a minha comida favorita, escutar músicas boas na rádio, escutar uma moça cantando meio que alto na rua, porque estava de fone (eu não sabia o que ela estava cantando. Acho que nem ela mesma, mas eu adoro essas pessoas que se entregam ao momento e não se limitam a só escutar, elas gostam de sentir a música. Tem gente que canta, tem gente que dança, tem gente que compartilha o fone...), ou ver quem estava ao meu lado nos piores momentos, me acalmando e deixando tudo em paz outra vez.

São coisas pequenas, mas que fazem diferença no seu dia. E tudo o que você tem que fazer é registrar. Lembrar que naquele dia tudo estava indo mal mas tal coisa te fez sorrir por um instante. Ou seu dia estava bom mas melhorou consideravelmente por algo que aconteceu, e assim vai...

Eu pensava que era um desafio bobo, mas está me fazendo tão bem que eu nem aguentei esperar terminar para relatar o que aconteceu. Olhar as coisas boas ficou muito mais fácil. Estou muito mais otimista do que era.
É um ótimo exercício e eu queria recomendar a todos vocês.

Eu estou participando pelo instagram (@_Lhana) mas vocês podem participar pelo facebook, twitter, pelo blog, por onde quiserem! Mas participem!



"Você vai rir sem perceber. Felicidade é só questão de ser".

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