Me siga!

7.7.18

Americano cantando em Português é tão fofo!



Principalmente se esse americano for o seu namorado! Haha...
Eu tenho muito orgulho do Andres, muito mesmo! Eu vejo o esforço que ele faz para aprender a minha lingua. Puxa assunto, acompanha algumas páginas brasileiras e até xinga em português quando precisa (e isso é extremamente engraçado). 

Decidimos gravar esse vídeo porque já é natural para nós escutar músicas no último volume e cantar o mais alto possível, com todo o nosso fôlego, enquanto estamos dirigindo para algum lugar.
E outra coisa é: ele AMA a nossa música! Conhece vários nomes dessa geração da MPB e sempre me agradece por ser brasileira e por estar apresentando tanta coisa nova pra ele.

Como não amar esse cara?

Pode servir de dica também: ele usa um aplicativo chamado Duolingo para praticar português. Mas você pode aprender várias outras línguas nele, inclusive inglês. Ele atribui a maior parte do aprendizado à estar tentando sempre conversar em português, mas ouvir música e praticar nesse aplicativo complementa muita coisa!

Enfim, nos comentários dos vídeos a galera pediu uma playlist com todas essas músicas no spotify. Pois, bem, eu fiz essa playlist:



Mais uma vez, obrigada pelo carinho!

PS: Eu sei que, no post anterior, eu disse que o próximo post seria uma resenha de alguns produtos que comprei por aqui. Esse post furou a fila, hahaha. Mas ainda farei, tudo bem?
31.7.17

Já que não tenho uma banda...


Decidi criar um espaço para compartilhar conteúdo musical: criar playlists, mostrar novas bandas, relembrar bandas antigas, falar sobre shows e festivais, trocar informações com quem curte o assunto... tudo isso porque eu queria ter uma banda, mas não tenho. Não entendeu nada? Vem cá que eu vou te explicar...

19.3.16

O álbum que me fez ouvir álbuns completos


O dia que eu aprendi a apreciar uma obra do jeito que ela deve ser apreciada e passei a ser uma ouvinte ativa –ou me notei como uma.

Queria começar a indicar aqui no blog alguns álbuns que tenho ouvido e estou gostando muito. Poderia indexar vários deles mas não seria a forma mais convincente de fazer com que vocês escutem. Então decidi começar contando a minha experiência e, quem sabe, eu consiga convence-los que esta prática (de ouvir álbuns do início até o final, na ordem certinha) pode mudar completamente a sua forma de consumir música.

Eu nunca fui do tipo que escuta álbuns completos. Encontrava uma música, baixava para escutar e pronto. Poucos foram os CD's que comprei na vida. Era uma ouvinte passiva, apesar de sempre ter essa ligação forte com a música.

*Lembrando que ouvintes ativos tem como objetivo entender o que está sendo dito/cantado, enquanto os passivos apenas ouvem.

Hoje em dia temos a moda do streaming. Colocamos alguma playlist para tocar e adicionamos as nossas faixas favoritas. Eu tenho umas 20 playlists com vários artistas que não conheço mais de 3 ou 4 músicas. Músicas ótimas, se encaixam perfeitamente em algumas das minhas playlists temáticas que eu adoro fazer e vocês adoram ouvir –e eu vou voltar a fazer! Aquele meu trauma do grooveshark já está passando e as novas serão no spotify, mesmo!–.

Mas de uns tempos pra cá, isso tem mudado e eu tenho prestado mais atenção em álbuns como uma obra completa, do jeitinho que deve ser.

Em Agosto de 2014 eu fui pela primeira vez ao show da minha banda nacional favorita do momento, a 5 à Seco. Foi o show de lançamento do CD Policromo. Eu já tinha escutado a maioria das faixas no soundcloud da banda, aleatoriamente.
Comprei o CD logo após o show. Meu computador não tem nem entrada para CD, mas gosto de ter a versão física das coisas. Eles autografaram e o Vinicius deixou um recadinho fofo, até. Estava louca para chegar em casa e escutar outra vez aquelas mesmas músicas lindas que escutei ao vivo e ainda não conhecia. Eu ainda tinha um rádio antigo que eu poderia usar.





Peguei o rádio, fechei a porta e coloquei o CD para tocar. Não queria fazer mais nada além de me concentrar nas vozes, nas letras, nos instrumentos, porque ao vivo foi uma experiência incrível. Eles não usavam apenas instrumentos para fazer música.

Mas espera! Isso não era um costume de antigamente? As pessoas iam até a loja de discos, passavam horas escolhendo, chegavam em casa e colocavam para tocar. A única preocupação era ouvir o disco inteiro. Lado A e lado B. Não podiam passar para a próxima faixa se não gostassem da introdução. E mesmo não gostando, elas entendiam do disco melhor do que qualquer um, porque elas realmente o escutaram.

As faixas do Policromo iam passando uma a uma e eu acompanhava a letra pelo CD. De repente eu percebi que o fim de uma música está diretamente ligado ao início da próxima. Vezes pelo mesmo tom, vezes pelo mesmo efeito sonoro.

Conhecendo mais a fundo o trabalho de cada membro da banda (sim, todos eles tem uma carreira além da 5 à Seco), eu sei que as músicas estão onde estão por algum motivo. Eles sempre tomam cuidado em cada passo que dão. Cada coisa em seu lugar, inclusive a ordem das músicas.

Mas Policromo não é o primeiro e nem único álbum assim. Só é o que me fez perceber isso. Querem mais um exemplo?


Deus! Como eu amo esse álbum! Só elogios para ele!

Não fazer nada, apenas sentar e ouvir música parece ser um passatempo raro nos dias atuais. Mas não é um passatempo diferente de sentar e ler um livro por horas, na minha opinião. São formas diferentes de consumo. Ambas te proporcionam sensações. Uma pela visão e a outra pela audição.

Quando um amigo me mostrou o Based On a True Story da Fat Freddys Drop, disse que me apresentaria o álbum a partir da penúltima música, Del Fuego, pois era uma música mais "fácil" de se gostar.

Visto que todas as faixas desse álbum tem uma média de 7 minutos, as introduções são bem longas. Pessoas ansiosas tendem a esperar pela parte cantada e esquecem de prestar atenção nos instrumentos e/ou efeitos sonoros. E neste álbum, eles são tão incríveis quanto a voz de Joe Dukie, que é firme, macia e envolvente.

Este amigo ainda não conhecia meus gostos musicais, entendi o medo. Mas ele acabou me apresentando um álbum que, hoje, considero um dos meus favoritos para ouvir em qualquer ocasião. Porque ele não cansa.

Existe uma diversidade muito rica de instrumentos e influências: reggae, soul, jazz, funk... E a melhor parte é que o álbum faz um looping maravilhoso. Começa calmo em um groove bem gostoso, vai crescendo e ficando animado. Logo em seguida volta a ficar calmo e acaba. E recomeça. E você nem percebe se não conhece.

Garanta estar com um bom som ou bons fones de ouvido ao ouvir esse álbum, você não vai querer perder nenhum detalhe. O baixo nele é uma das coisas mais incríveis. E não é porque é o meu instrumento favorito, ele realmente foi muito bem colocado! 

Para finalizar, um clássico. The Wall é um álbum reúne algumas das minhas músicas favoritas da Pink Floyd. Mas só quando sentei a minha bunda para ouvir o disco inteiro, na ordem, prestando atenção nas letras, percebi que elas tinham alguma ligação muito interessante, além da parte sonora.

De curiosa que sou, fui pesquisar e descobri que o álbum, de fato, conta uma história. Se você é fã da banda, deve estar parecendo óbvia esta informação. Mas não costumo conversar tão a fundo sobre música com as pessoas e descobri por conta própria. O que me deixou muito feliz, olha a minha percepção dando as caras! hehe.

Resmindo: The Wall conta a história de Pink, uma criança que perdeu seu pai na Segunda Guerra Mundial, era oprimido por sua mãe super protetora e atormentado por seus professores, que se comportavam como tiranos, ditadores. Pink cresceu, se tornou um Rockstar e, também, dependente químico. O vício nas drogas acaba fazendo com que Pink construa um muro em sua mente e ele se isola completamente do mundo.

A história é bem longa, complexa e MUITO interessante. O post ficaria 3 vezes mais longo. Se tiver interessado em detalhes, clique aqui.



Se você escuta as músicas de modo aleatório, provavelmente não entende o motivo de tantas vozes e efeitos sonoros como som de helicóptero, telefone e outras coisas. Você precisa entender todo o contexto e tudo vai fazer sentido. Inclusive, há quem pense que a música Another Brick in The Wall, que é dividida em 3 partes, é para ser ouvida em sequência, mas acontecem muitas coisas entre uma parte e outra.

Você embarca em uma viagem sonora muito louca e, se fizer um esforço, pode ver um filme na sua cabeça.

Em um grande álbum, cada faixa é como se fosse um capítulo de um livro. Quando você escuta no modo shuffle ou apenas os singles, é como se você começasse a ler um livro no capítulo 7, pulasse para o prefácio ou procurasse entre as páginas apenas suas partes favoritas sem saber o que trouxe a história até aquele momento.

Não faz sentido.



Não são todos os álbuns que contam uma história ou tem uma ligação entre uma música ou outra. Mas acho que todo álbum vale esse esforço, ainda mais se você for fã de um determinado artista. É uma experiência que todos os apaixonados pela música devem viver.

♥♥♥

É um post enorme mas é uma experiência que eu precisava compartilhar. Se eu atingi uma pessoa, já valeu todo o meu esforço para escrever.

Se você já ouviu algum álbum completo, por favor, me conte como foi a experiência. Aceito sugestões e indicações!

Se você ainda não fez isso, fica aí o convite. Pegue a sua música favorita e ouça um álbum dela do início ao fim, sem pular e sem interromper. Depois volte aqui e me conte como foi a experiência.

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3.12.15

Motivos para você aprender um instrumento musical


"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição" - Aristóteles.

Quando eu terminei este post, percebi que ele estava enorme. Mas como o blog é pessoal, não pude deixar de contar meus relatos e minha experiência com a música e com os instrumentos. Se você quiser, pode pular direto para a parte dos motivos, que estão logo após um título grandão lá em baixo! :P

Eu sou dessa leva de gente que faz tudo com música. Já parou para pensar que você consegue intensificar qualquer momento ou qualquer sentimento se a música certa estiver tocando? Neste momento, estou vendo o dia amanhecer pela janela. Fiz meu café, aumentei o som -porque ele tocou a noite toda, enquanto eu dormia- e consigo me sentir mais disposta e feliz. Se a música tivesse uma forma física, ela estaria me dando um beijo na bochecha e me desejando bom dia (eu mostrei no snap: ana-zilla. Se você correr, ainda dá tempo de ouvir e sentir o mesmo que eu).

Acredito que a música tenha uma presença muito importante, mesmo que imperceptível, na vida das pessoas. E ela se manifesta de diversas maneiras. Alguns dançam, outros cantarolam, outros fazem ela acontecer.

E é sobre isso que eu quero falar. Já dizia Caetano na sua música Tigresa: "como é bom poder tocar um instrumento".

Sou suspeita para falar, meu berço é a música e tenho contato com ela desde antes de me entender por gente. Lembro da minha primeira professora de música, Diana. Ela me ensinava brincando. Nunca tive muitas dificuldades e sempre associei o aprendizado à uma coisa prazerosa.


Eu já fiz aulas de tudo um pouco. Bateria, violão, piano, flauta transversa, violino, comprei um ukulele para arriscar sozinha e tinha um bandolim lá em casa que deixaram para vender e se ainda estiver lá dando sopa...

Costumo brincar dizendo que toco um pouco de tudo e muito de nada. Só quem é músico de verdade sabe o quanto você tem que se dedicar a um instrumento. Conheço pessoas que estudam mais de 6 horas por dia e, se ficam um ou dois dias sem, consideram ter "piorado". Parece exagero, mas não é. Para quem entende de verdade, cada detalhe faz toda a diferença.

Mas para mim a música é um prazer, um hobby, eu não gosto de leva-la tão a sério. Apesar de ter nascido em família de músicos, em uma escola de música, ter convivido com professores de todos os instrumentos a minha vida inteira, já trabalhei com isso e não é muito a minha praia. 

Eu era como a tia Diana, ensinava música para crianças e elas eram as coisas mais fofas desse mundo. Era gostoso mas não era o meu sonho de carreira, sabe?

Ainda quero aprender a tocar muitos outros instrumentos ou aprimorar. Existem tantos que acho difícil alguém não se identificar com pelo menos um.


Motivos para você aprender um instrumento musical


É prazeroso
Tocar um instrumento musical é uma ótima desculpa para você se esquecer do estresse do dia a dia. Se desligar um pouquinho do mundo e se dedicar a uma arte. Tentar aprender a sua música favorita e se sentir orgulhoso de si mesmo quando conseguir. Me lembro quando descobri, sem querer, minha primeira nota musical no violão. Era Em (Mi menor). Tinha uns 6 ou 7 anos. Coloquei os dedos aleatoriamente nos braços do violão e meu pai gritou: ISSO É UM MI MENOR! Fiquei tão feliz! Logo em seguida, ele sentou ao meu lado e me ensinou as notas Lá maior e Ré maior. Em seguida, me ensinou uma canção só com essas 3 notas. Semanas depois, me deu de presente o meu primeiro violão.

Não é tão difícil quanto dizem por aí
Tudo na vida é uma questão de prática. Algumas coisas a gente vai aprendendo naturalmente e outras a gente precisa se esforçar um pouquinho mais. Como cozinhar ou fazer uma boa maquiagem, por exemplo. Você não precisa ser um master chef ou uma maquiadora profissional para conseguir fazer bem, ou pelo menos conseguir fazer. A mesma coisa acontece com a música. 
A dificuldade existe? Sim. Mas isso depende muito do que você quer com a música. Quer trabalhar com isso? Ok. Suas 6 horas por dia te esperam. Mas se for só por hobby, sentar em uma rodinha e conseguir puxar um Oasis, Charlie Brown Jr., Beatles, que seja, pra galera toda cantar junto, você não precisa levar tão a sério. Tem até tutoriais muito bons na internet!

Porque rodinhas musicais são muito amor
Um pega o violão -só isso bastaria-, outro uma flauta, outro um ukulele, outro um carron, quem sabe uma gaita e pronto. A mágica acontece. Quando você se dá por si, já estão todos em uma roda cantando juntos, batendo palmas acompanhando o ritmo, sorrindo, socializando, comendo e bebendo. 
Foi assim que a música Flores nasceu. Lembram? Era só uma brincadeira e virou um clipe!

A primeira vez, nossa rodinha do amor (assistam até o final. O menino de vermelho improvisa um rap da hora e acaba com um beijo apaixonado!)


O resultado final, o clipe pronto. Tem até ator global, gente! Olha que chique!


Faz bem para a sua cabeça
Vamos falar um pouquinho sobre o cérebro humano. Ele funciona assim: existem dois hemisférios, o direito e o esquerdo. O lado direito do cérebro controla o lado esquerdo do corpo enquanto o lado direito do corpo é controlado pelo lado esquerdo do cérebro. 
Pessoas que estudam um instrumento musical acabam desenvolvendo um entrosamento maior entre estes dois hemisférios, justamente por praticar, ao mesmo tempo, movimentos nos dois braços (e das duas pernas para quem toca bateria, por exemplo), inclusive em ritmos diferentes.
Também ajuda a melhorar sua coordenação, concentração e a sua memória. 

Na verdade, existem tantos benefícios para a saúde que este post ficaria enorme! 

Porque música é importante, útil e faz a vida valer a pena
Foi o que eu falei lá em cima. A música deixa qualquer momento mais intenso. As vezes, por escutar uma música, a gente acaba se lembrando de algo marcante -ou não tão marcante assim- nas nossas vidas. A música "tchê tchererê tchê tchê" não é o tipo de música que eu colocaria para tocar. Mas quando toca, me lembro de uma viagem muito louca com as minhas amigas. E fico feliz.

E pare para pensar: o que seriam dos seus filmes favoritos sem uma trilha sonora cuidadosamente selecionada?

♥ ♥ ♥

E aí, te convenci? Se ainda não, me conta aqui nos comentários que tem vários outros motivos e eu posso fazer uma bíblia com eles.
Se eu te convenci, ou se você já tem essa vontade ou toca algum instrumento, me conte aqui nos comentários também! Vou adorar compartilhar experiências.
Deixa eu aproveitar para dizer que: meu pai tem 2 escolas de música. Uma em Petrópolis e outra em Piabetá.Se você é de algum desses lugares e tem interesse em aprender, pode entrar em contato por telefone e marcar alguma entrevista com os professores e fazer uma aula experimental.(24) 2246-1892 - Petrópolis(21) 3739-1241 - Piabetá

Beijos e até o próximo post!



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23.11.15

Sprawl | A foto da música


Eu já conhecia Arcade Fire. Sprawl já estava salva no meu spotify. Mas de acústico em acústico da banda Hey Ocean! -uma das minhas favoritas- no youtube, eis que encontro um cover dessa música deles com a participação do Aidan Knight.

É um dos collabs musicais mais lindos que eu já vi e ele me inspirou, de alguma forma. 

Os acordes, o arranjo, as vozes, tudo parecia conversar entre si e comigo também. Pela primeira vez eu prestei atenção na letra. Pude interpretar de diversas formas, e eu não sei o que eles queriam dizer quando escreveram essa letra mas, para mim, disseram tantas coisas!


Percebi que as coisas estão muito aceleradas por aqui. A gente corre para todos os lados, quer fazer de tudo, abraçar o mundo, o que não está errado. Damos o nosso melhor e muitos parecem não reconhecer, nos rejeitam. Falam que não precisam do nosso tipo e aí sempre chega um momento em que a gente se pergunta: "O que eu estou fazendo da minha vida?".
"They heard me singing and they told me to stop. Quit these pretentious things and just punch the clock" (Eles me ouviram cantar e me disseram para parar. Desista dessas coisas pretensiosas e só bata o ponto)
Conversando com um amigo, ele me disse que por ser muito criativo e se mostrar bastante empolgado, foi contratado por uma empresa em uma área que ele sempre sonhou em trabalhar. Nem uma semana depois, pelo mesmo motivo, ele foi demitido. Eles queriam alguém que pensasse dentro da caixa, que repetisse todo o processo desde que a empresa nasceu, tinham medo de mudanças, apesar de não estarem indo tão bem assim.

"Sometimes I wonder if the World's so small that we can never get away from the sprawl" (Às vezes me pergunto se o mundo é tão pequeno que nunca podemos fugir da expansão urbana)
E é engraçado pensar que esta é uma cidade tão grande, que cresce mais a cada dia, e que por mais que a gente tente fugir do senso comum e sair da mesmice, algumas pessoas ainda insistem em podar nosso potencial, nossos sonhos e a nossa criatividade. E pior, alguns se deixam podar. Felizmente ele não se deixou.
Mas e as outras? Será que elas não se sentem presas? Eu me sentiria!

É muito fácil ser o que todos são, fazer o que todos fazem. Repetir ações alheias. Tão fácil que se torna vicioso.
E em um mundo tão desesperado por sucesso e dinheiro, fazendo de tudo para chegar ao topo, de ter todos os holofotes iluminados em cima de si, fica cada vez mais difícil olhar para dentro e encontrar quem nós realmente somos, saber o que queremos da nossa vida e assim fazer.

"Esses dias sinto que a minha vida não tem um propósito. Mas à noite os sentimentos nadam até a superfície" 

"Porque na superfície as luzes da cidade brilham. Elas falam comigo "venha e descubra o seu tipo".

"Eu preciso da escuridão. Alguém, por favor, apague as luzes"

Enquanto eu cantarolava essa frase, eu me perguntava: "Se algum dia alguém decidisse apagar todas as luzes da cidade, quantas pessoas se desesperariam sem ter uma tomada para carregarem seus celulares e ligarem suas TVs? E quantas delas pensariam em olhar para o céu?"

E lembrei do céu de Goiânia. E do quanto ele me fez completamente feliz.

Fotos do Bruno

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6.10.15

Músicas para você colocar AGORA na sua playlist de verão


Meu coração está partido em mil pedacinhos para fazer este post. Eu comecei fazendo as playlists aqui do blog no site 8tracks, até hoje escuto música por lá mas achava muito limitado fazer as playlists por lá para vocês pois só era permitido avançar até 3 músicas e eu odeio mimimi. Depois descobri o Grooveshark que parecia ser maravilhoso. Eu indexava e vocês podiam avançar, voltar, escutar de novo o quanto quisessem. Todas as minhas playlists estavam lá e eu lembro que vocês sempre adoravam os temas: "100 nacionais favoritas" -que até esses dias alguém reclamou no twitter que veio procurar e não achou, "Músicas para deixar tocando", "Músicas com ukulele", entre muitas outras que fizeram muito sucesso. Adorava ver comentários dizendo: "Conheci tal música/banda numa playlist no seu blog! Eeeeee", rolava uma festa dentro de mim, e nela tocavam essas mesmas músicas.

Aí o site fechou, sem aviso prévio. Parece que está voltando, mas o que eu tinha feito nele, já era! 

Descobri isso porque eu realmente uso muito as playlists que monto -como já disse antes, NADA está aqui por acaso. Tudo tem um motivo-, e quanto eu fui escutar, no lugar das playlists estava um espaço enorme em branco. Perdi todas, todinhas.

Anos de terapia para superar isso. Me fiz de forte para não pirar, mas lá no fundo, ainda dói, muito. Talvez eu não consiga reconstruir as playlists 100% como eram as originais. Mas vou refazer o máximo.

Brincadeirinha, sempre peço coisinhas e vocês sempre me atendem com todo carinho do mundo. OBRIGADA!

Enquanto ainda não descubro onde fazer novas playlists e refazer as antigas -provavelmente será no spotify-, vou incorporar os clipes do youtube. Eu também quero que vocês assistam os clipes porque eles são muito amorzinho!

Preparados?






Me contem quais músicas já estão nas suas playlists de verão e está faltando aqui. Ah, se quiserem sugerir formas alternativas de fazer playlists, eu vou adorar!

Beijos!

PS: As fotos ilustrativas foram feitas originalmente para este post, sobre lentes de contato! Eu achei que combinou tanto comigo! =) 


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10.7.15

5 conselhos saídos de músicas para levar para a vida

Oi, gente! :) Eu sou a Emi. Estava pensando no que postar por aqui enquanto a Ana não volta quando lembrei do amor dela por música. Foi aí que tive a ideia de mostrar para vocês cinco trechos que carrego comigo como grandes conselhos. Todas são canções cheias de significado para mim pela letra, pela melodia e pela história de cada uma delas na minha vida.

Como elas são muito mais lindas no ritmo, abra o coração e dê o play!












  



E aí? Você também tem alguma letra que é o seu mantra? Conte nos comentários!

Ah, se quiser bater um papo, passa lá no blog. E se você já está com saudades da Ana, não esquece de ir babar nas fotos da viagem que ela está postando lá no Instagram - e aproveita pra pedir mais! :P Beijos, foi um prazer! <3


30.4.15

Parcerias incríveis em nome da música


Em meio a tantos "featurings" que rolam por aí, algumas músicas conseguem me surpreender. Dia desses eu estava ouvindo uma playlist aleatória no Spotify e eu ouvi a voz da Diana Krall, grande cantora de Jazz e pianista que eu sempre admirei. Logo em seguida, na mesma música, ouvi a voz do Michael Bublé, vocês sabem que sou louca por ele, né?! Eu só conseguia pensar: "WHAAAAAAT? Como assim eu NUNCA tinha ouvido essa música? Que parceria incrível!!!".

Então eu me lembrei da música que o Michael canta com a Laura Pausini e também do show da Natalie Cole onde a Diana fez uma participação incrível. Quando me dei conta, na minha cabeça já estavam pipocando várias músicas que os artistas que eu mais gosto se uniram para cantar.

Eis aqui uma playlist (em vídeos) das parcerias mais lindas e que mais abalam a minha estrutura todas as vezes que eu ouço. Espero que gostem!


A tal da música que me fez começar essa viagem toda. Fiz uma pesquisa e descobri que a música foi gravada para o 12º álbum da Diana, Wallflower, onde ela regravou vários grandes sucessos do pop, inclusive Don't Dream Its Over, que eu adoro, também. Vocês podem escutar aqui



Essa performance aconteceu no Gremmy de 2014. Se uniram Daft Punk, Stevie Wonder, Pharrell Willians e fizeram um medley de Get Lucky com Freake Out e Another Star. O mais legal foi ver a platéia, outros grandes artistas, todos dançando e sentindo o momento.



5 à Seco, uma das bandas mais lindas desse Brasil (na minha opinião) e Maria Gadú se uniram para cantar essa música maravilhosa, Em Paz, e me ajudar a relaxar até nos momentos mais estressantes. Ficou lindo. Queria estar lá.



Aí está Maria, mais uma vez, cantando Aurora com o Dani Black -que já fez parte da 5 à Seco, não era pra menos. Um talento esse garoto- e essa música também é uma delícia para ficar escutando e relaxando.



Uma semana após o Grammy deste ano, algumas atrações de reuniram para homenagear Stevie Wonder no Songs In The Key Of Life – An All-Star Salute. Mas a apresentação da Beyoncé com Ed Sheeran e Gary Clark Jr. foi, com certeza, a mais empolgante.


Uma das coisas mais empolgante na música, de modo geral, é que ela é capaz de unir as pessoas. Selecionei aqui algumas das inúmeras performances ao vivo, com exceção da primeira que foi o ponto de partida para este post, que me fizeram pular em frente a TV ou computador e ficar super feliz em ouvir algumas das vozes que sempre gostei, unidas.

E vocês? Quais são seus featurings favoritos?
Respondam aqui nos comentários!

Beijos!

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1.4.15

Minha experiência no Lollapalooza | Diário Fotográfico


Fazia muito tempo que eu não tinha uma experiência musical tão grande quanto essa. Graças ao convite da T4F, o meu desejo de estar presente em um dos maiores festivais de música do mundo, o Lollapalooza, se realizou.

Eu tentei capturar o máximo de sensações possíveis. E dentro de mim eu ainda estou explodindo de euforia e felicidade, Estar lá foi mágico. Olhar as fotos e os vídeos que eu fiz tem conservado isso. Eu fico muito feliz quando consigo eternizar momentos como esses, que aconteceram lá.

"Equilibrando o copo enquanto seguro o chapéu (por causa do vento) e mando beijinho p/ câmera"
Esse é o meu primeiro diário fotográfico e foi a primeira vez que eu usei uma mesa digitalizadora. Então perdoem a minha caligrafia. heheEspero que gostem desse novo formato!
Saí de casa cedo com o Victor. No metrô, indo pra lá, comentei com ele: "dá para perceber claramente quem aqui está indo para o Lollapalooza, né?!". Era impossível não reparar a felicidade na estampada cara das pessoas. Elas sorriam, cantavam, comentavam sobre o que estavam esperando e quem queriam assistir. Era uma vibe muito gostosa e agente nem tinha chegado lá.

Ainda no metrô, conhecemos um rapaz que estava um pouco perdido. Não sabia em qual estação descer, parece que o autódromo fica entre de duas estações, a gente teria que andar bastante, de qualquer forma. "Cola com a gente, também estamos indo para lá!". E ele nos acompanhou até a entrada, tivemos que entrar por portões diferentes.

Chegando lá, parecia tudo muito mais intenso. As pessoas já estavam dançando, rindo, se divertindo, ou estavam perdidas procurando por alguém que ficou para assistir um outro show.






Tentei clicar o máximo de pessoas em momentos inusitados possível. Mas muitos desses momentos acabaram sendo "perdidos" da minha lente porque alguém passou na frente justo na hora. Mas tudo bem, acho que consegui deixar claro pra vocês com as fotos acima que todos arranjavam o seu jeito de se divertir.

Cada foto conta uma história. Eu não sei bem o que estava acontecendo, apenas cliquei o que achei divertido. Mas a gente pode brincar de interpretação.

O que vocês acham que estava acontecendo nas fotos acima? (tirando a do Victor, é claro, porque ele estava sendo lindo ele mesmo) Respondam lá nos comentários!





Como se não bastassem as atrações nos 4 palcos, a gente ainda podia cantar no karaokê, tirar foto pra fazer pôster, andar na montanha russa, até escorregador tinha lá!
Acho que era TANTA coisa que eu nem consegui fazer tudo. Acho que 2 dias de Lolla tá pouco!

Agora falando sobre a experiência musical mesmo. GENTE!!!!!!! O que era aquilo? Tinham 2 shows que eu bati o pé e disse que não ia perder por nada: O Terno e The Kooks. Tive a oportunidade de conhecer os meninos da banda O Terno e fiquei MUITO feliz por eles, é a primeira vez tocando no festival e muita gente foi lá só para assisti-los. Teve até corinho para o vocalista: "TIM, EU TE AMOOOO". Foi lindo!



Tentei me colocar no lugar de cada artista e comentei com o Victor: "deve ser maravilhoso pra eles ver tanta gente cantando junto, batendo palma, aplaudindo e gritando no final. Assim como é maravilhoso pra gente poder estar tão perto ouvindo tudo ao vivo, e não na rádio, carro, celular, mp3 etc".

Já no The Kooks, eu cantei o mais alto que pude e o Victor me colocou nos ombros nas minhas 3 músicas favoritas. Posso falar? Não existe sensação melhor. Você consegue assistir do alto e ao mesmo tempo estando no meio da multidão, sentindo toda a energia. Consegue sentir o vento e ver todo mundo sincronizado, seguindo a levada da banda que tá lá na frente, no palco. É emocionante.




Teve uma banda que eu ainda não conhecia mas me senti completamente envolvida: Kasabian.  Eu Estava andando pelos lounges próximos ao palco onde eles estavam tocando e senti a batida. Fiquei tão envolvida que larguei tudo e fui correndo lá pro meio. Não sabia cantar, mas sentir foi o suficiente para o momento.


Um final de semana cheio de música boa, ao vivo, cheio de gente bonita, fiz amigos novos, encontrei os que já conhecia, outros não consegui encontrar... O Lolla me surpreendeu de uma forma muito boa. E essa foi só a primeira experiência.

Fomos embora muito cansados, mas com um sorriso no rosto, e querendo ficar.
Obrigada, T4F, pelo convite e pela oportunidade incrível! Vocês mandam super bem! Que venham os próximos!


Gostaram do diário fotográfico? Falem aqui nos comentários, não se esqueçam de responder a pergunta lá de cima, também... e me digam: Já foram no Lollapalooza ou em algum outro festival de música? Como foi a experiência? Me contem!!!


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24.3.15

Inspiração: Looks para o Lollapalooza


Animados como eu para o Lollapalooza? 
Como uma boa embaixadora do evento (lembram que eu contei a novidade aqui?), vim trazer para vocês uma série de inspirações para o festival. A gente se anima mas na hora do vamos ver sempre rola aquela dúvida "O QUE VESTIR????" Mas calma! Eu vou mostrar aqui várias opções que são a cara do festival e com certeza você tem várias coisas parecidas no armário.

Antes de mais nada, existem duas coisas que são primordiais na hora de montar um look para um evento como esse:

Conforto - O Lollapalooza é um lugar onde você vai andar bastante, pular, dançar, sentar, levantar... então você tem que começar pensando nas peças mais práticas e confortáveis do seu armário, que te permitam fazer qualquer movimento.

Levar o necessário - Não adianta querer levar tudo dentro da bolsa. Mulher é fogo, né! Mas nesse dia, evite levar peso dentro da bolsa ou bolsas muito grandes. Você não vai ter paciência de ficar segurando.

Fotografei 5 looks que eu usaria e selecionei algumas imagens que me lembram o evento para inspirar vocês e ME inspirar também.



Acho que o estilo que mais se encaixa no evento é o boho, que é como se fosse uma mistura de vários estilos: O folk, punk, vintage, étnico e por aí vai. E como o Lolla é um festival bastante eclético, pra mim não existe uma junção melhor.

As minhas maiores apostas são as mais básicas: Botinha ou tênis (melhor sempre optar por sapatos fechados), blusa amarrada na cintura (pra vestir quando anoitecer e esfriar), jorts jeans e camisetas de banda. 




Eu também gosto de muitos acessórios: chapéus, colares bem grandes e muitas pulseiras. Aquelas flash tattoos também são uma ótima pedida.

E voltando para a praticidade, evite bolsas. Mas se não tiver jeito, dê preferência a bolsas que você possa pendurar no ombro ou mochilas.


Vocês podem encontrar muitas outras inspirações lindas lá no pinterest por esse link aqui.

E aí, sentiram mais vontade ainda? Eu também! E quero saber quais de vocês eu vou esbarrar por lá. Então comentem aqui abaixo e me contem se gostaram dos looks que eu montei, também!

Beijos!

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