2.12.14



Parece um pouco óbvio o que vou dizer agora, mas se existe uma forma de aprender a viver, é vivendo. Estamos cansados de saber que a vida não vem com um manual de instruções. Ninguém nasce sabendo andar, falar, escrever, amar... para isso, precisamos cair e levantar muitas vezes. Errar palavras, trocar as letras, fazer garranchos, viver muitos amores e se decepcionar na maioria deles. 

Dia desses alguém estava me lembrando de uma paixão que eu tive lá pelos meus 13 anos. E quanto mais esse alguém falava das coisas que eu fazia por essa tal paixão, mais eu sentia náuseas de mim mesma. Eu era louquinha da Silva, cega, completamente idiota. Coitadinha de mim, toda iludida. Mas a culpa nem era dele, apesar dele me dar trela. Fui eu que criei uma imagem da perfeição na minha cabeça e coloquei a cara dele. A gente tem mania de fazer essas coisas, né?! Quando eu o conheci para valer, percebi que não passava nem perto do que imaginei.

Superei.

E depois de muito tempo essa tal paixão veio me dizer que sempre gostou de mim, mas não sabia o que fazer naquela época.

Fiquei feliz e muito orgulhosa de mim mesma porque essa confissão não me abalou nem um pouco. Quando eu disse que superei, eu quis dizer que superei para valer. Respondi que ser apaixonada por ele foi um mal necessário. Depois que isso tudo passou, muita coisa em mim mudou. Eu cresci, amadureci, e se não fosse o que eu aprendi com ele naquela época, talvez hoje eu não estivesse onde estou, com quem estou, no tipo de relacionamento que sempre sonhei.

Como dica, posso dizer que aquele(a) garoto(a) sabe que você gosta dele mas que fica com todas as outras meninas e ainda por cima tenta ao máximo te fazer sentir bem, sem ser sincero com os próprios sentimentos, são o pior tipo. Fuja. Ou então tente. Quem sabe, assim, você aprende? A experiência é sempre válida.


Eu li um post da Larissa (esse aqui) onde ela conta que, lendo algumas conversas antigas, sentia raiva dela mesma. Ela disse que era má. E agora, olhando para trás, consegue perceber o erro e ser uma Larissa diferente.

Semana passada, quando estava indo para o Rio, encontrei na rodoviária um velho colega de turma que estudou comigo por alguns anos. Ele me contou que começou a fumar, beber e usar drogas ainda muito novo. Faltava muitas aulas e quando chegava em casa, não recebia nenhum tipo de punição. Então continuava fazendo tudo aquilo. Mas que chegou uma hora que ele percebeu que era como se ele estivesse enrolando uma corda em volta do próprio pescoço e faltava pouco para se enforcar. Conseguiu perceber isso a tempo e mudou completamente.

Nós três somos só alguns exemplos dos vários que posso dar por aqui. Provavelmente você tenha um exemplo pessoal para dar também.

Onde estou querendo chegar é que nós devemos sempre tentar olhar o outro lado da moeda quando erramos ou quando algo realmente ruim está acontecendo conosco. A vida sempre tenta ensinar pra gente uma lição. Uma lição que ninguém nunca conseguiu nos ensinar na escola ou em casa.


Se você errou, foi um idiota ou qualquer outra coisa muito ruim aconteceu ou está acontecendo, tome o seu tempo. Mas supere e tire uma lição dessa coisa toda para se tornar uma pessoa melhor do que era. A vida continua e a gente sempre tem novos erros para cometer.

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Olá. Eu sou a Ana, tenho 20 anos e acabei de sair de Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro) para viver novas experiências na grande São Paulo. O Bolas de Meia é o meu cantinho onde compartilho um pouco do que sei, vejo, vivo e sinto. Para me conhecer melhor, clique na foto acima ou me encontre nas redes sociais abaixo.





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