30.8.16


Can't Be Stoped!

"Não desista dos seus sonhos, JAMAIS!" – Tá aí uma frase mega clichê, dessas que as vezes dá até vontade de revirar os olhos quando a gente ouve. Mas é um baita conselho, principalmente quando se trata de algo tão importante: seus sonhos. Algo que te faz ou vai te fazer um bem danado. 
Na maioria das vezes o caminho até ele é árduo, demorado, cheio de tentativas e frustrações. Mas se a gente for parar para pensar direitinho, é cheio de aprendizados.

Okay. É fácil falar assim, não é? De amiga para amiga(o), eu preciso compartilhar com você algumas coisas que tem acontecido do lado de cá.

Durante esses dois anos, mudanças muito drásticas aconteceram na minha vida. Pessoas mais próximas acompanharam de muito perto algumas delas. E eu já deixei registrado em alguns lugares, as vezes de forma subliminar, o quanto tem sido difícil. Difícil sem deixar de ser prazeroso. 

Eu pensei em desistir. Algumas vezes. Trancar a faculdade, voltar para a minha cidade, para a casa dos meus pais, onde era a minha zona de conforto. Pessoas me decepcionaram, eu decepcionei pessoas –talvez até você, quando entrava aqui e não encontrava uma postagem nova. Desculpe–. A rotina me esmagava todos os dias, eu não me achava madura o suficiente para lidar com uma vida tão adulta assim. Talvez eu ainda não seja. Chorei diversas vezes, admito. Mas só porque a gente precisa mesmo chorar, as vezes. Não é crime e nem é feio. Trata-se de ser humano, já te contaram isso? 

As decepções seguidas de uma tristeza um tanto quanto forte deram espaço para crises de criatividade, de estresse, de ansiedade. Juro que até pensei que era cardíaca, quando meu coração começava a bater muito forte, de repente. Mas fiz os exames e não era nada tão sério que pudesse me matar. Eu precisava cuidar da minha saúde mental, só isso.

Se eu tivesse grana, procuraria ajuda psicológica, é o mais indicado a se fazer. Mas tive que ser forte por mim mesma e descobrir uma forma alternativa de fazer as coisas parecerem menos piores. E eu até que sou boa nisso, sempre fui uma pessoa bastante positiva.

Eu parei e pensei no que me faz bem de verdade. Existe uma tática que eu gosto muito de usar que é a do sorriso do canto de boca. Penso em alguém e, se esse sorriso aparecer, é porque esse alguém faz muito bem. Ele não funciona só com pessoas. Funciona com lugares, com sentimentos, com quase tudo. É um detalhe, um sorriso pequeno que talvez nem dê para notar, mas ele está lá, a gente sente.

Saber exatamente o que me faz bem foi o pontapé inicial para começar a tomar atitudes que iriam me ajudar a continuar. 
Comecei a fazer uma listinha com tudo o que eu queria, ou melhor, PRECISAVA absorver e tudo o que eu PRECISAVA evitar para me manter positiva, inspirada, feliz e consequentemente desistir da ideia de desistir.

ABSORVER
  • Pessoas interessantes / criativas / inteligentes / positivas
  • Conselhos dessas pessoas
  • Elogios
  • Críticas positivas
  • O aprendizado de cada coisa que dá errado
  • Bons exemplos
  • Inspirações nas suas mais diversas formas (em conversas, filmes, músicas, leituras etc)
  • Qualquer coisa motivacional (até frase de efeito)
EVITAR
  • Pessoas pessimistas / reclamonas / fofoqueiras / invejosas
  • Conselhos dessas pessoas
  • Críticas destrutivas e sem fundamentos
  • Sentir medo de arriscar algo novo e diferente
  • Comparações com trabalhos de/e outras pessoas
  • Criar expectativas em cima de planos e pessoas
  • Pensamentos negativos e que me deixam triste / preocupada


No processo de mudança desse meu episódio de pessimismo, percebi que eu sou a única culpada pelo meu estado de espírito. Não é culpa do trânsito, do e-mail mal educado de algum cliente ou de quem estou acompanhada. Se eu estou triste, desmotivada, achando que nada vai dar certo, é porque eu me deixei levar pelas coisas ruins que insistem em dizer que o meu esforço é em vão. 
Mas felizmente também percebi que sou forte o suficiente para me tirar dessa situação. Porque sou a única que pode filtrar o que vai e o que fica. Posso parar de me me importar menos com as coisas ruins e me importar mais com as coisas incríveis.

E vai por mim, minha(o) amiga(o)... as coisas incríveis estão aí todos os dias se a gente quiser encontrar.

Enquanto a gente ajuda a si mesmo de dentro pra fora, o universo faz questão de nos enviar singelos sinais para dizer que é para continuar seguindo em frente.

Você demorou a ver atualização nesse blog porque eu sempre dava a desculpa de "eu quero voltar a publicar quando o layout novo estiver no ar, mimimi". Na verdade, não era uma desculpa. É a realidade. Era a minha maior vontade. 
Eu e a Gabi (a menina que está cuidando da nova programação) ainda não conseguimos encontrar algo que pudesse representar o novo Bolas de Meia, de uma Ana já bastante diferente. Eu já mudei de casa outra vez, o valor total de contas para pagar no fim do mês cresceu por consequência disso e, para variar, roubaram o meu celular. O segundo maior investimento da minha vida. E levaram junto alguns vídeos e fotos que eu tinha preparado exclusivamente o conteúdo daqui. 

E, enquanto tudo isso acontecia, amigos abriram as portas para eu entrar, ombros para eu chorar, cama para eu me aninhar, até mesmo um celular para eu usar.

Um amigo veio me dizer que sua vizinha, ao ver meu comentário em uma publicação dele no facebook, o chamou no whatsapp para dizer o quanto gostava do meu blog. Dois dias antes, um amigo com quem não conversava há muito tempo me contou que uma conhecida citou que lê Bolas de Meia em uma conversa, e ele fez questão de mostrar a ela que me conhecia. 

E aí eu me lembrei que o meu maior motivo para continuar é esse aqui. Que está me fazendo chorar –de felicidade!– feito uma criança e me sentindo abraçada, consolada, mesmo depois de 3 anos. Porque isso continua acontecendo.


Se pensamentos negativos também estiverem invadindo a sua cabeça assim como aconteceu com a minha, se você estiver pensando em chutar o balde e desistir de tudo, se lembre que você pode ser fonte de inspiração para outras pessoas também.

E que sempre vai ter alguém ou algo te dando algum tipo de suporte.

Procure suas fontes de inspiração e "continue a nadar", como a Dory já nos ensinou (ela também foi uma inspiração pra mim, olha só que coisa! hehe).

Estou feliz por estar de volta. Espero que também estejam!

*
As fotos deste post foram tiradas ano passado, pela Emi, no Beco do Batman, aqui em São Paulo!

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Olá. Eu sou a Ana, tenho 20 anos e acabei de sair de Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro) para viver novas experiências na grande São Paulo. O Bolas de Meia é o meu cantinho onde compartilho um pouco do que sei, vejo, vivo e sinto. Para me conhecer melhor, clique na foto acima ou me encontre nas redes sociais abaixo.





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