23.11.15



Eu já conhecia Arcade Fire. Sprawl já estava salva no meu spotify. Mas de acústico em acústico da banda Hey Ocean! -uma das minhas favoritas- no youtube, eis que encontro um cover dessa música deles com a participação do Aidan Knight.

É um dos collabs musicais mais lindos que eu já vi e ele me inspirou, de alguma forma. 

Os acordes, o arranjo, as vozes, tudo parecia conversar entre si e comigo também. Pela primeira vez eu prestei atenção na letra. Pude interpretar de diversas formas, e eu não sei o que eles queriam dizer quando escreveram essa letra mas, para mim, disseram tantas coisas!


Percebi que as coisas estão muito aceleradas por aqui. A gente corre para todos os lados, quer fazer de tudo, abraçar o mundo, o que não está errado. Damos o nosso melhor e muitos parecem não reconhecer, nos rejeitam. Falam que não precisam do nosso tipo e aí sempre chega um momento em que a gente se pergunta: "O que eu estou fazendo da minha vida?".
"They heard me singing and they told me to stop. Quit these pretentious things and just punch the clock" (Eles me ouviram cantar e me disseram para parar. Desista dessas coisas pretensiosas e só bata o ponto)
Conversando com um amigo, ele me disse que por ser muito criativo e se mostrar bastante empolgado, foi contratado por uma empresa em uma área que ele sempre sonhou em trabalhar. Nem uma semana depois, pelo mesmo motivo, ele foi demitido. Eles queriam alguém que pensasse dentro da caixa, que repetisse todo o processo desde que a empresa nasceu, tinham medo de mudanças, apesar de não estarem indo tão bem assim.

"Sometimes I wonder if the World's so small that we can never get away from the sprawl" (Às vezes me pergunto se o mundo é tão pequeno que nunca podemos fugir da expansão urbana)
E é engraçado pensar que esta é uma cidade tão grande, que cresce mais a cada dia, e que por mais que a gente tente fugir do senso comum e sair da mesmice, algumas pessoas ainda insistem em podar nosso potencial, nossos sonhos e a nossa criatividade. E pior, alguns se deixam podar. Felizmente ele não se deixou.
Mas e as outras? Será que elas não se sentem presas? Eu me sentiria!

É muito fácil ser o que todos são, fazer o que todos fazem. Repetir ações alheias. Tão fácil que se torna vicioso.
E em um mundo tão desesperado por sucesso e dinheiro, fazendo de tudo para chegar ao topo, de ter todos os holofotes iluminados em cima de si, fica cada vez mais difícil olhar para dentro e encontrar quem nós realmente somos, saber o que queremos da nossa vida e assim fazer.

"Esses dias sinto que a minha vida não tem um propósito. Mas à noite os sentimentos nadam até a superfície" 

"Porque na superfície as luzes da cidade brilham. Elas falam comigo "venha e descubra o seu tipo".

"Eu preciso da escuridão. Alguém, por favor, apague as luzes"

Enquanto eu cantarolava essa frase, eu me perguntava: "Se algum dia alguém decidisse apagar todas as luzes da cidade, quantas pessoas se desesperariam sem ter uma tomada para carregarem seus celulares e ligarem suas TVs? E quantas delas pensariam em olhar para o céu?"

E lembrei do céu de Goiânia. E do quanto ele me fez completamente feliz.

Fotos do Bruno

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Olá. Eu sou a Ana, tenho 20 anos e acabei de sair de Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro) para viver novas experiências na grande São Paulo. O Bolas de Meia é o meu cantinho onde compartilho um pouco do que sei, vejo, vivo e sinto. Para me conhecer melhor, clique na foto acima ou me encontre nas redes sociais abaixo.





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