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7.7.15

Por que me formei em fisioterapia se sonho em fazer moda?

Eu sou a Karly, do blog Antena Antenada e hoje estou aqui, a pedido de Ana, para falar sobre como consegui me formar em um curso superior que eu não gostava, para finalmente buscar meu sonho de fazer moda.

Todos os dias vejo alguém desistir de um curso e iniciar outro com uma facilidade que, confesso, me causa inveja, pois comigo não foi assim. Vários motivos me levaram para essa enrascada que hoje é minha principal fonte de renda e que, após tantos anos de relacionamento, eu aprendi a conviver de forma carinhosa.


Sou formada em Fisioterapia há 8 meses e estou atuando na área e não posso falar que amo o que faço pois não planejei isso para minha vida, mas faço com carinho e dou o meu melhor, consigo tirar elogios daqueles que me rondeiam e aprendi a desmitificar aquele ditado de que “quando a gente ama, faz bem feito” pois a necessidade causa o mesmo efeito que o amor.

A Fisioterapia entrou em minha vida por necessidade, na época não existia moda em meu estado e meus pais não possuíam condições de me manter em outro estado para cursar moda e nem queriam, pois acreditam que seja um curso que não ganha dinheiro. 

Eu tinha duas opções, trabalhar em qualquer coisa que me aparecesse, ou cursar qualquer coisa que me garantisse uma estabilidade financeira para bancar meu sonho, optei pela segunda opção. Na época, me inscrevi nos cursos que possuíam a menor concorrência, pois não queria atrasar um segundo sequer desse meu plano doido, que era cursar qualquer coisa, me formar, arrumar emprego e cursar moda. Na época, todos me acharam maluca, até hoje alguns acham quando conto, mas eu sabia que não era, no fundo, uma força maior me guiou a isso.

Fiz o vestibular, passei, comecei a cursar Fisioterapia e no final do primeiro ano entrei em uma crise que a solução seria desistir do curso, mas ao olhar para os lados, percebia minha falta de opção, o que eu faria sem dinheiro e sem o apoio dos meus pais? Mais um ano se passou e eu dei meu melhor, não queria perder nenhuma matéria, pois atrasar o curso seria o fim pra mim. Nessa época eu já estava exausta e ainda faltavam 3 anos de curso. Em meados do terceiro ano, sem aguentar a pressão de ser obrigada (por mim mesma) a estudar algo que não queria, criei um blog, meu atual blog, para compartilhar tudo por lá, altos e baixos e com o tempo, o blog acabou crescendo e eu comecei a ser chamada para fotografar, comecei a ganhar coisas legais de lojas parceiras e conheci tanta gente legal que as coisas ficaram mais leves.


Mas foi ao final do quarto ano que desabei! Conversei com meus pais e pedi para desistir, estava decidida a fazer isso quando, ao assistir um filme, ouvi a frase “isso também passa” e nossa, me apeguei a isso de uma forma que vida deu uma vira volta, e decidi me formar, só faltava um ano, comecei a enxergar as coisas de outra maneira e comecei a encarar os dias como “menos um dia”, que acabou ser tornando uma tag bastante usada no instagram por pessoas que, por algum motivo, estavam contando os dias como menos um para algo especial, e se tornou meu lema durante os últimos 365 dias de curso, encarei cada estágio como menos um, cada hora como menos uma, cada plantão como menos um e, pensar que faltava tão pouco, foi maravilhoso, renovador, percebi que desistir das coisas não é o certo, que o destino conspira ao nosso favor quando nos esforçamos e acreditamos que nossa fé de dias melhores é segredo para suportar os desafios e eu tive certeza disso quando, ao faltar apenas 5 meses para o fim do curso, uma universidade de Aracaju, do estado vizinho ao meu, abriria um curso de moda e aí começou outra batalha! Agora eu tinha um plano traçado em detalhes, eu iria me formar, encontrar um emprego e cursar moda!


Na semana de formatura, a semana mais importante de minha vida, eu recebi a notícia de um possível emprego e deu certo! Me formei, me mudei para Aracaju e sem nem consegui respirar a ideia de que eu tinha me tornado fisioterapeuta, comecei a trabalhar, agora eu tinha outros desafios, os desafios de ser uma boa profissional mesmo sem querer isso para a minha vida.


Mas, como nada é fácil para essa garota que vos escreve, não consegui entrar na primeira turma de moda e tive que esperar mais 6 meses, mas olha, depois de 5 anos de altos e baixos, encarei os 6 meses como as férias que não tive após a formatura e tudo foi mais leve, lindo e hoje eu me sinto realizada, forte e determinada, acredito que nada por acaso, pois se eu não tivesse ido cursar fisioterapia eu não teria conhecido meu namorado, não estaria morando em Aracaju, não estaria prestes a realizar um sonho, sonhos esse que eu busquei e lutei para ter.


Agora, irei iniciar novos desafios, adquiri maturidade para enfrentar melhor os problemas. Hoje, se alguém me pedir um conselho, eu jamais direi “desista”, eu direi “persista”.
Para quem quiser, gravei um vídeo mostrando como foi a semana de formatura, é só clicar aqui e assistir. 

Beijos, gente!


4.5.15

Coisas que você percebe quando entra na faculdade


Engraçado estar escrevendo sobre isso. Até o final do ano passado eu não pretendia fazer faculdade, já que não encontrava nenhum curso que me interessasse de verdade. E aí surgiu a oportunidade de fazer parte da primeira turma, em toda América Latina, de Mídias Sociais Digitais. Entre as matérias estavam: Marketing, Digital Branding, Antropologia, Fotografia, Styling, Webdesign... parece que foi feito pra mim! Me apaixonei, mesmo!

Apesar de ser um curso totalmente novo nas bandas de cá, a rotina de estudos é tão puxada quanto a de qualquer outro. Sei disso porque apesar de nunca ter feito faculdade antes, convivo com pessoas que fazem ou já fizeram. Inclusive a maioria dos meus colegas de turma. Estão lá fazendo uma segunda ou até terceira graduação.

Não existe um comparativo entre a escola e a faculdade. Tirando o fato de que você continua sendo aluno, tem um professor te dando aula e você precisa fazer provas e trabalhos para ter nota para passar, é um ambiente completamente diferente. Inclusive nesses aspectos que citei.


  • Personalidades e comportamentos completamente diferentes
Até o ensino médio eu estava acostumada com as pessoas que me cercavam. E nessa história toda de mudar de cidade e ter contato com personalidades COMPLETAMENTE diferentes de todas as que eu já tinha visto na vida, o maior choque, digo, quando caiu a ficha e eu pensei: "Puts! Que diferente, que bacana!" (um choque muito legal, acho que vocês vão até rir) foi ver que tem muita gente vegetariana. SIM! Conheço alguns e tal mas nunca convivi com nenhum. Então a gente tem que ter um cuidado muito maior quando vai marcar um churrasco da turma ou até mesmo oferecer seu lanche pro coleguinha! hehe. (Beijos, !)


  • Copiar matéria? Só umas anotações e olhe lá!
Hoje em dia você tem que andar com o bolso cheio de moedinhas para tirar xerox da folhinha. No meu caso é assim: a gente tem acesso a um portal acadêmico e lá os professores disponibilizam todo o conteúdo da aula, a bibliografia, os trabalhos e tudo mais. Então esquece o caderno de 32 matérias, as canetas coloridas, os post-its e a sua tentativa de manter tudo atualizado, organizado E enfeitado. Você vai precisar de um caderninho e muita agilidade para conseguir acompanhar o ritmo dos professores e entender a sua letra depois. Não tô brincando.
Minha dica é: Evite ao máximo faltar as aulas e preste muita atenção no que os professores falam. Você guarda as informações e na hora de estudar, só uma revisada na matéria já resolve. Sempre funcionou comigo.


  • Os livros que você QUER ler vão ficando para escanteio
Tá, não é tão assim se você é do tipo de pessoa que lê um livro por dia (o tipo de pessoa que eu tenho muita inveja. Como 'cês conseguem?). Mas a lista de livros que os professores passam geralmente é bem grande. E esses livros geralmente tem muitas páginas. Você terá uma semana pra ler. Ou um dia, levando em consideração que cada professor passa uma lista diferente, e é praticamente obrigatório, porque falam de assuntos que serão discutidos na próxima aula e se você não ler, vai ficar lá sentado, comendo mosca.


  • Um trabalho atrás do outro
Os professores estão te preparando para o mercado de trabalho. E no mercado de trabalho é assim: surge coisa pra fazer do nada e você tem que se virar. Então na sala de aula é mais ou menos a mesma linha. Os trabalhos são bem completos e eles são bem rígidos na hora de avaliar. Você já tem pouco tempo porque está ocupado lendo a bibliografia e talvez tenha outras tarefas para fazer no dia-a-dia. Então já vai esquecendo a vida social... (hehe é brincadeira. Nisso a gente sempre dá um jeitinho!)


  • A importancia da networking
Essa é uma das melhores coisas que a faculdade pode te proporcionar e você precisa ser muito cara de pau quando uma sombra de oportunidade está querendo aparecer. Antes de mais nada: O que é Networking? É um termo que representa a sua rede de contatos. Tanto pessoais quanto profissionais. E significa que quanto maior for a sua rede de contato, mais chances você tem de conseguir uma boa colocação profissional, fazer bons negócios, conseguir informações, enfim, ter muitas vantagens para conseguir crescer.
Como conseguir aumentar minha rede de contatos? Bem, antes de tudo você pode olhar a sua volta. Muitas vezes os seus colegas de turma já tem uma experiência no mercado em que atuam e podem te ajudar a realizar algumas ações. Ter uma boa relação com os professores também conta, e muito! Eles já passaram pelo que você está passando, então com certeza são as melhores pessoas para te auxiliar em algum projeto. Por fim, na faculdade sempre rolam palestras muito legais. Você só precisa deixar a vergonha de lado e ir se apresentar ao palestrante, mostrar quem você é e o que você faz. O não já é garantido mas quem sabe alguma grande oportunidade não está te esperando? Então troque informações e experiências, peça algumas dicas e não perca o foco.


  • Cuidado com más influências
Mamãe sempre alertou a gente. Mas o alerta deve ser reforçado nesse momento em que tudo parece ser muito legal e novo e você acha que é imune a qualquer tipo de coisa ruim. Minha sorte é que na minha turma as pessoas são super tranquilas. Mas o que eu vejo de modo geral, não só na minha faculdade mas também pessoas que eu conheço, que são influenciáveis... olha! 
Então pense duas, três, dez vezes antes de aceitar qualquer convite. Para onde a gente vai? Quem vai comigo? Vou de carona? A pessoa bebe? São algumas das perguntas que você deve se fazer.


  • Correr atrás e aprender, até fora da sala de aula
Cerque-se de pessoas interessantes, criativas, inteligentes porque elas sempre tem muito o que acrescentar. Fique atento a tudo que te cerca. Ouviu alguma coisa que não conhece nada sobre o assunto? Pega o seu smartphone e googla sobre, para ficar um pouco mais antenado. Não tenha medo de perguntar, por mais idiota que a pergunta pareça ser. Seja ativo e tenha interesse nas aulas. Ter uma boa relação com os professores e com os demais alunos não é só uma questão de educação. É questão de ser uma pessoa melhor, mais interessante e se envolver com pessoas que também são assim.





Algumas fotos com algumas pessoas da minha turma. Ainda tá faltando muita gente aí! 

Estou chegando ao terceiro mês das aulas. Assim que eu perceber coisas novas e que seja interessante para todos e não só para os alunos do curso, eu venho correndo e conto para vocês!

Mas me respondam aqui nos comentários: Estão cursando algo? Pretendem? Não fazem a mínima ideia do que querem fazer da vida, assim como eu não fazia? Vou adorar que vocês compartilhem comigo!

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