28.7.15



Saudações, leitores do Bolas de Meia! Eu sou Lucas Cabrero do blog Junta 7 e estou a pedidos da Ana para falar sobre um tema que eu gosto muito e, sem duvida, não sou o único: cinema! Afinal, quem não gosta de se afundar nas cobertas nesse inverno e curtir um bom filme? Por mais descompromissado que ele possa parecer, o cinema nunca perdeu a oportunidade de usar o roteiro, a fotografia e sua trilha sonora para abordar temas do cotidiano e proporcionar uma reflexão acerca da sociedade e sobre nossa própria vida.
Sem mais delongas, vamos à seleção de filmes para pensar na vida, no universo e tudo mais (os filmes estão por ordem de lançamento):
- Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Esse clássico da Sessão da Tarde quase passou despercebido na minha lista exatamente por ter sido reprisado à exaustão pela Globo (e em praticamente todos os canais de TV por assinatura). No filme, Ferris Bueller (Matthew Broderick) finge estar doente para faltar a aula e curtir um dia na cidade grande ao lado do seu melhor amigo (Alan Ruck) e sua namorada (Mia Sara) antes que as férias de verão (e as responsabilidades da vida adulta)acabem com a amizade dos três.
A mensagem do filme e o porquê dele fazer parte dessa lista fica bem explicita quando Ferris solta a clássica frase: "A vida passa muito rápido, se você não parar e olhar em volta você vai acabar perdendo." Por mais que o filme seja da década de oitenta, ainda vale a pena pensar sobre as amarras que nos impedem de fazer do que nos queremos fazer. Curtindo a Vida Adoidado, por mais batido que a Sessão da tarde o tenha deixado, mostra como é importante chutar o balde (ou o pau da barraca, ou o cachorro louco, escolha um) de vez em quando. Saia com seus amigos, realize feitos espontâneos para ter o que contar aos netos, não tenha medo de invadir um desfile de rua e cantar "Twist and Shout", até porque a vida fica bem melhor se tiver um numero musical no meio ;)
- Pequena Miss Sunshine (2006)

Integrante cativo da minha lista de melhores filmes. Pequena Miss Sunshine conta a história de Olive (Abigail Breslin), que parte junto com sua família nem um pouco convencional (que inclui um adolescente emburrado, um avô drogado, um tio suicida, uma mãe a beira de um ataque de nervos e um pai com dificuldade em alcançar sucesso profissional) rumo a um concurso de beleza infantil. Na estrada, as diferenças entre os integrantes da família são discutidas e postas a prova.
É difícil eu comentar sobre esse filme sem destilar milhões de palavras de puro amor por Pequena Miss Sunshine. Além de um filme perfeito na questão de fotografia, atuação e trilha sonora (DeVotchKa <3), Pequena Miss Sunshine é uma lição sobre como aceitar suas diferenças. Olive foge dos padrões de beleza e nem por isso é um impedimento a buscar seus objetivos, isso sem falar da história do tio da menina (Steve Carrell), homossexual e suicida. Em um mundo cada vez mais cheio de ativismos, textões no Facebook defendendo ou não minorias, Pequena Miss Sunshine traz uma mensagem pra levar para vida sobre como as diferenças nos complementam muitas vezes e deixam de ser um obstáculo quando descobrimos como é a vida da pessoa que está do seu lado. Hoje em dia falta entender que antes da menina gordinha, do gay quarentão ou do adolescente emburrado existe uma pessoa com sonhos, objetivos e sentimentos.
- Tão Forte Tão Perto

Todos os filmes dessa lista eu já vi mais de uma vez (Pequena Miss Sunshine eu vejo praticamente todo mês), exceto Tão Forte Tão Perto, que peguei pra assistir zapeando os canais da vida. No filme, o pequeno Oskar (Thomas Horn) perde o pai (Tom Hanks) nos ataques terroristas de 11 de Setembro. Anos depois, ele ainda sente a falta do pai, que o ajudava a interagir socialmente inventando jogos de exploração. Quando o menino encontra uma chave nos pertences do pai, ele parte numa busca para encontrar a fechadura certa e, quem sabe, poder viver mais alguns minutos na presença do pai antes que ele supere essa perda.
É fortemente recomendado ver esse filme com lenços ao lado. A história é tocante e se você, assim como eu, tem a lembrança do 11/09 ainda marcada na memoria, acompanhar uma história que mostra de perto a vida de quem perdeu alguém nos atentados é certeza de momentos emocionantes. O que eu acho mais interessante no filme é que ele corrobora uma coisa que eu sempre falo: exercemos uma influencia poderosa na vida das pessoas. A jornada de Oskar tocou a vida de muitas pessoas que simpatizaram com a história dele, em parte porque o 11/09 tocou muitos. O filme deixa pergunta: de que forma nossas buscas, objetivos e sonhos afetam a vida das pessoas próximas a nós? Até que ponto isso pode nos prejudicar e impedir de nos conectar com o próximo?

- 50% (2006)

O último filme da lista é uma descoberta recente, 50% conta a história de Adam (Joseph Gordon-Levitt), um jovem que descobre ter câncer. Ao perceber que as chances de cura são de exatos 50%, Adam tenta viver cada dia como se fosse o último ao lado do seu melhor amigo (Seth Rogen).
A maior lição que dá pra tirar desse filme é que, primeiro, ele é sensacional. Segundo, é uma lição tremenda sobre amizades e como amigos são importantes em momentos difíceis. Isso sem falar que 50% trata do câncer com uma sensibilidade difícil de ver no cinema ou na TV, fugindo dos clichês do gênero graças ao carisma de Joseph Gordon-Levitt e Seth Rogen. Num filme que trata sobre como a vida passa rápido, seria muito fácil ficar deprimido com ele. Mas o roteiro trabalha tanto na sutileza, sem exagerar demais na dose de drama, comédia e romance.

Menções honrosas: As séries The Big C (2010-2013), My Mad Fat Diary (2013-2015) e a músicas “I’ll Go Crazy If I Don’t go Crazy Tonight” do U2, que é simplesmente a musica da minha vida.



E termina aqui minha participação no Bolas de Meia! Mais uma vez obrigado Ana, sua linda, pelo convite! Me sigam no twitter (@lucas_lmc), Instagram (lucasmcabrero) e no Snapchat (lucascabrero) para mais sobre cinema, TV, a vida, o universo e tudo mais!


E não deixem de comentar, qual filme que você gosta tem uma lição de vida importante pra você? Ciao!



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Olá. Eu sou a Ana, tenho 20 anos e acabei de sair de Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro) para viver novas experiências na grande São Paulo. O Bolas de Meia é o meu cantinho onde compartilho um pouco do que sei, vejo, vivo e sinto. Para me conhecer melhor, clique na foto acima ou me encontre nas redes sociais abaixo.





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