3.7.13


Era um domingo de Janeiro como de outro mês qualquer. Eu estava cuidando do jardim. Regando, trocando a terra, colocando estacas para fortalecer o crescimento de algumas plantas, tirando algumas folhas que já estavam mortas, quando de repente encontrei um trevo. Um trevo de quatro folhas. Eu não sou supersticiosa mas eu precisava guarda-lo. A probabilidade de achar outro por aí era quase nula. Mas guardá-lo? Onde? Nesse momento eu me lembrei da minha mãe. Sempre que eu andava pela rua e colhia uma flor para ela, ela guardava dentro de um livro. Depois de um tempo, a gente acabava encontrando. Ela ficava seca e muito bonita, não se desmanchava. Eu estava relendo o meu romance favorito de George Orwell, 1984. Deus! Como esse livro é incrível.  Guardei o meu trevo ali e alí ficou durante um ano e mais alguns meses.

Um dia, um grande amigo pediu a indicação de leitura. Não pensei duas vezes, emprestei o meu dito livro favorito. Depois de alguns dias ele me ligou eufórico, dizendo que o meu amuleto da sorte estava com ele. Meu amuleto? Eu nunca acreditei nessas coisas. Uma das minhas melhores amigas tem uma gatinha preta que é adorável. Quantas vezes já passei por baixo de escadas quando as lojas estavam reformando suas marquises? Por baixo da escada é sempre o lado mais vazio da calçada. E já perdi a conta de quantos espelhos eu quebrei, do jeito que sou desastrada...! Levando em conta todas essas coisas, acho que eu teria uma vida inteira de azar pela frente caso isso existisse mesmo. 
-Seu trevo de quatro folhas! -ele me disse como se fosse algo óbvio- Não me diga que você esqueceu que tem algo tão raro de se achar?
-Ah, o trevo. Encontrei no meu jardim ano passado. Achei tão bonitinho, resolvi guardar. Você sabe que eu não acredito em amuletos da sorte e coisas que dão azar. Só guardei porque era diferente de todos os outros trevos lá e... ah! nenhum motivo especial.
-Não mesmo? porque se ele não fizer nenhuma diferença para você... eu posso ficar com ele!
-Hmm... eu acho que pode.
-Tem certeza? Olha, pensa bem. Esse trevo é irado! Mesmo que você não acredite nessas coisas, você encontrou um trevo de quatro folhas, isso é difícil. É como se você fosse "a escolhida", sabe? Não sei para quê. Mas isso é muito legal.
-É, então eu vou pensar. Obrigada... por me lembrar que eu tenho um trevo. (Continua...) 
-x-x-x-x-

Oi, gente! Eu não sei muito o que dizer sobre o que vocês acabaram de ler. A ideia surgiu do nada no meio da madrugada. Era pra sair em um post só, mas ficou bem grande, então resolvi dividir. Ainda não acabei, não sei quantas partes vão ser (se vai passar de duas) e quanto tempo vou levar para escrever... mas posso dizer 2 coisas: é um misto de ficção com realidade e por sorte (vejam que ironia!) o trevo da foto que abriu o post eu achei no meu jardim.
E aí, o que acharam? Espero que estejam curiosos para saber a continuação.

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Olá. Eu sou a Ana, tenho 20 anos e acabei de sair de Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro) para viver novas experiências na grande São Paulo. O Bolas de Meia é o meu cantinho onde compartilho um pouco do que sei, vejo, vivo e sinto. Para me conhecer melhor, clique na foto acima ou me encontre nas redes sociais abaixo.





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