25.2.13


Outro dia eu olhei para o meu quarto e pensei: preciso arrumar essa bagunça. Comecei pelas gavetas. Além de muitas moedas de 5 e 10 centavos e algumas notas fiscais que até hoje eu não sei porquê insisto em guardar, achei pequenos fragmentos que me lembram do passado. Um bilhete de Fulano, entradas de cinema quando fui com Ciclano. Em cima da mesinha, em meio a tantas coisas espalhadas, me deparei com um urso de beltrano e um porta-retrato que um outro rapaz me deu de aniversário. Ufa! A foto com ele já não estava mais lá. Prometi a mim mesma que iria retirar quando ele não causasse mais efeito nenhum sobre mim. O Porta-retrato continua ali porque... bem, é bonitinho!
Dentro de um diário antigo que estava jogado no canto, junto com outros cadernos e caixas, encontrei fotos, cartas e coisas que escrevi sobre tantas outras paixões. Em cima da estante achei a palheta do violão de outro carinha que me envolvi. Ele não tocava muito bem não. Mas era engraçado vê-lo tentando!
Tanta bagunça no quarto e eu acabei percebendo que a minha vida era mais bagunçada ainda.
Mas chega uma hora que a gente não aguenta mais ver as coisas fora do lugar, cheio de poeira ou esquecido. A gente precisa colocar tudo em ordem. Tirar as coisas antigas que já não fazem diferença e abrir espaço para as coisas novas. E foi isso o que eu fiz. Por mais que eu tenha alguns fragmentos e lembranças, tudo o que passou não ocupa grandes espaços. Posso guardar tudo dentro de uma pequena caixa. E abrir quando quiser, sem remorso.
É tipo quando você precisa doar roupas antigas por não servirem mais, ou para desocupar o armário quando você compra roupas novas, porque o seu estilo mudou.
Voltando para minha vida, eu reconheci que precisei colocar tudo em ordem e arrumar a bagunça que fiz sem querer -é sempre sem querer- para a sua chegada. Se nada estivesse resolvido antes disso, provavelmente você faria parte dessa bagunça também. Seria novo em meio as coisas velhas e empoeiradas, cairia em esquecimento, talvez.

É, é isso mesmo. A gente deve arrumar a bagunça antes para receber o novo.

Meu canto arrumado. Antes de você chegar.

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Olá. Eu sou a Ana, tenho 20 anos e acabei de sair de Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro) para viver novas experiências na grande São Paulo. O Bolas de Meia é o meu cantinho onde compartilho um pouco do que sei, vejo, vivo e sinto. Para me conhecer melhor, clique na foto acima ou me encontre nas redes sociais abaixo.





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